08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A barbárie

Márcio M. Carvalho
| Tempo de leitura: 1 min

A situação da greve dos policiais militares no Espírito Santo veio a demonstrar algumas características do povo capixaba e do Brasil.

Demonstram na prática o quanto a educação e o civismo são necessários à média da população e quanto o mau exemplo vindo de cima, tanto da roubalheira 'petralha' como do ex-presidente, que se gabava de nunca ter lido um livro, influencia.

Quando o cidadão comum se vê na ocasião e na impunidade gerada pela ausência do Estado (polícia) ele rouba, vandaliza e age com violência. Não eram apenas bandidos que saqueavam, eram também pessoas comuns, motivadas pela ocasião.

Desta vez o político não é o vilão da história e sim a polícia e as pessoas comuns que saqueavam.

O governador capixaba Paulo Hartung conseguiu, apesar da crise, honrar o salário dos funcionários públicos, inclusive da polícia, o que é raro nos estados brasileiros, demonstrou austeridade e espírito público e não fez loucuras.

No entanto, aqueles que deveriam defender a lei foram os primeiros a quebrá-la e aqueles que deveriam na crise escolher a lei (a população) escolheram participar de saque, agir como os bandidos e políticos.

Já os chamados de policiais, mas não o são de verdade, demonstraram seu corporativismo e falta de espírito público, realizando não uma reivindicação, mas uma chantagem que se não for coibida ameaça se alastrar pelo país.

As regras militares são muito rígidas e, apesar do disfarce, o nome disso é motim e assim deve ser tratado até porque causa espanto que os que pedem intervenção militar no governo não peçam o mesmo para a polícia do ES e os defensores dos direitos humanos de bandidos não venham a defender o povo daquele Estado.