Ampliar a cobertura de Banda Larga é hoje uma necessidade que se coloca no mesmo patamar de outras questões fundamentais do nosso país, como a retomada do emprego. Em 2017, internet de alta velocidade, permitindo o acesso à informação, educação, troca de experiências e todo o universo de serviços e experiências que a rede proporciona são instrumentos de desenvolvimento, melhoria de qualidade de vida para nossa população e inclusão social.
Além disso, a troca de dados em alta velocidade é um grande impulsionador da economia brasileira, integrada e preparada para o Brasil retomar o caminho do crescimento. Nesse sentido, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações tem uma série de projetos que visam ampliar a oferta da Banda Larga no país.
Para além da atualização da Lei Geral de Telecomunicações, que está em discussão no Congresso e que vai proporcionar investimentos na Banda Larga em larga medida, quero falar do SGDC (Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações), ambicioso projeto que está próximo de sua fase de conclusão, com investimentos de R$ 2,1 bilhões e é fruto de uma parceria do nosso Ministério com o Ministério da Defesa.
Com o SGDC, o Brasil vai ganhar qualidade na prestação dos seus serviços de comunicações estratégicas, seja ao dar mais eficiência ao sistema de segurança e defesa nacionais, seja ao levar mais condições de acesso à Banda Larga para cidadãos de todo o país, em suas atividades pessoais ou profissionais.
O satélite estará em órbita em breve, sendo lançado no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa. Com suas 5,8 toneladas e 5 metros de altura, depois de embarcardo no foguete Ariane-5, ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico.
Vem sendo desenvolvido em consórcio entre a Telebras, empresa estatal que tem uma série de importantes ações no desenvolvimento de nossas tecnologias de comunicação, e a Embraer, empresa brasileira de referência, sediada no interior de São Paulo e que cumpre papel global nos setores aeroespacial e de defesa.
Vai operar em duas bandas de frequência, uma destinada exclusivamente ao uso militar e à nossa segurança e soberania, e outra - correspondente a 70% do total de tráfego que o satélite vai permitir - será toda destinada a ampliar a oferta de Banda Larga pela Telebras.
No início deste mês estivemos no Centro de Operações Espaciais do Satélite Geoestacionário, situado no sexto Comando Aéreo Regional, em Brasília. Pude constatar mais uma vez a excelência do projeto, a qualidade do trabalho das nossas Forças Armadas e da tecnologia que está por trás desse projeto.
Agora, com a fase final de construção do equipamento e dos seus sistemas de controle, teremos um importante avanço do nosso país: mais soberano e integrado, com o satélite contribuinte com o desenvolvimento econômico e inclusão social.