| Guilherme Dionízio/AE Estadão Conteúdo |
| Ao lado direito, Rodrigão, que ainda não se acertou no Santos - atacante continua desperdiçando chances incríveis de gol; já do lado esquerdo, Gilberto acredita que o São Paulo pode surpreender se marcar a saída de bola do Santos e não recuar |
A partir das 21h45 (de Brasília) desta quarta-feira (15), Santos e São Paulo se enfrentarão na Vila Belmiro. Válido pela terceira rodada do torneio, o duelo marca o primeiro clássico da carreira de Rogério Ceni como técnico.
Com uma derrota e uma vitória no Estadual, o Tricolor divide a liderança do Grupo B com o Linense. A agremiação do Morumbi segue em busca de um time com a ‘cara’ de seu treinador, enquanto o entrosamento é a marca do invicto Peixe, a quem Ceni considera o “melhor time” do campeonato. “O Santos é uma equipe de muito talento, muito bem dirigida, tem um jogador excepcional que é o Lucas Lima e um conjunto acima da média”, avaliou o ex-goleiro, que aposta em uma postura ofensiva do time são-paulino para surpreender em Santos.
“Iremos para Santos não para se defender. Iremos para tentar a vitória”, avisou Rogério, que deve manter a base da equipe que goleou a Ponte Preta no último domingo. Autor de três gols da vitória por 5 a 2, Gilberto será uma das apostas de Ceni para o confronto na Vila, onde o São Paulo não vence desde 2009. O centroavante, inclusive, aponta o que de ser feito para frear o ímpeto santista. “É um time rápido, mas quando marcado sobre pressão não consegue jogar e vamos buscar o que o treinador pedir, fazendo da melhor forma possível para sairmos com a vitória”, analisou o artilheiro tricolor na temporada, com quatro gols.
O Santos começou 2017 de uma forma superior ao São Paulo. Enquanto o tricolor perdeu para Audax na estreia, o Peixe aplicou uma sonora goleada de 6 a 2 sobre o Linense, no último dia 3, na Vila Belmiro. Teoricamente, a equipe comandada por Dorival Júnior entraria como favorita para o clássico. Porém, como no futebol as coisas vão da água para o vinho em pouco tempo, o cenário para o embate desta quarta-feira já é outro.
A equipe do Morumbi mostrou um futebol ofensivo, goleou a Ponte Preta por 5 a 2, no último domingo, e ganhou mais confiança no Paulistão. No mesmo dia, o alvinegro bateu o Red Bull Brasil por 3 a 2 e manteve a invencibilidade na temporada. Porém, problemas extracampo acabaram prejudicando o ambiente no clube.
Após o vitória sobre o Toro Loko, os jogadores do Peixe decidiram não falar com a imprensa na saída do gramado. O silêncio foi uma forma de protesto por conta da demissão do gerente de futebol Sérgio Dimas, na última sexta-feira. A mudança não agradou os atletas, que tinham boa relação com o profissional. Apesar da situação, o lateral-direito Victor Ferraz acredita que o ambiente no elenco santista não foi prejudicado.
“O clima é o melhor possível. As brincadeiras acontecem do mesmo jeito. É só ver nos bastidores, Santos TV, é a mesma resenha. Grupo entrosado. Cleber e Donizete parecem que tem 3 ou 4 anos de casa, brincam até com as tias. Clima é muito bom”, ressaltou Ferraz.
E se os problemas extracampo não devem atrapalhar o alvinegro no clássico, o técnico Dorival Júnior ainda encontra dificuldades para montar ideal dentro das quatro linhas. Os titulares Renato, Ricardo Oliveira, David Braz e Vanderlei seguem fora de combate. Por conta disso, o comandante deve repetir o time que bateu o Red Bull Brasil no último domingo.
A comissão técnica espera contar com o colombiano Vladimir Hernández para o clássico. O atacante é o único dos seis reforços que ainda não está regularizado. Porém, mesmo que ele tenha condições de jogo, Dorival Júnior deve entrar em campo com: Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Yuri e Zeca; Leandro Donizete, Thiago Maia e Lucas Lima; Vitor Bueno, Copete e Rodrigão.