10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Executivo orienta sobre valorização no Anfiteatro da Unesp

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

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O executivo da Serasa Experian, Guilherme Cavalieri, acredita que as empresas têm de deixar de lado o tratamento massificado dos funcionários

De recursos humanos para desenvolvimento de pessoas. Executivo da Serasa Experian, Guilherme Cavalieri, acredita que as empresas têm de deixar de lado o tratamento massificado dos funcionários. Nessa quarta-feira (15) à tarde, ele palestrou no Anfiteatro Adriana J. Ferreira Chaves, na Unesp, em Bauru.

Cavalieri, que também é vice-presidente da área de gestão de pessoas da certificadora, faz a exemplificação: uma empresa que traz uma única capacitação para todos os trabalhadores corre o risco de jogar tempo e dinheiro fora. 

“Não dá para misturar gerações e ritmos de aprendizagem diferentes”, acrescenta o executivo. Caso contrário, existe o risco de se perder funcionários. Inclusive, a Serasa Experian – que trabalha com soluções de crédito, marketing, certificação e consulta de dados para empresas de todos os segmentos – lançou, recentemente, um indicador que avalia a possibilidade de “fuga” de trabalhadores.

A solução, que já está disponível às empresas interessadas, conta com dez variáveis de análise, entre elas: boa remuneração, exposição às capacitações, relação com os líderes e participação acionária. 

O indicador leva ao diagnóstico da convivência entre empregadores e empregados e, consequentemente, à mudança ou não de postura por parte das empresas.

Segundo o executivo, cabe ao setor de desenvolvimento humano ajudar a pessoa a ser melhor profissional, sempre. “Cada um tem de ser tratado pelo ser humano que é, através do reconhecimento de sua individualidade”, argumenta.

Contudo, é importante identificar os dois lados de uma mesma moeda. Os trabalhadores também têm de se esforçar. Cavalieri aproveita para dar dicas: atualização, networking e concordância com os valores das empresas. 

Atualmente, a maioria das demissões se dá pelo comportamento dos funcionários do que por seu conhecimento propriamente dito.

‘ATITUDE’

Presidente da Regional de Bauru da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Laura Camara concorda com a postura do executivo. Ela, ainda, estima que 90% das demissões ocorrem pela falta de atitude dos trabalhadores. 

Laura, que também é gerente de recursos humanos do Grupo Lwart, alega que, hoje em dia, o principal desafio dos profissionais do setor é encontrar pessoas que tenham mais comportamento do que conhecimento. 

Questionada sobre a crise, a gerente espera uma retomada a partir do segundo semestre de 2017. “Com a estabilização da economia e a queda da inflação, o consumo deverá aumentar, assim como os postos de trabalho”, finaliza.

Novidade

Pela primeira vez, a Regional de Bauru da ABRH trouxe o executivo do Serasa Experian, Guilherme Cavalieri, à cidade. Gratuito, o evento, que se deu na Unesp, ontem à tarde, abordou tendências e desafios do RH para este ano.

Presidente da entidade, Laura Camara explica que os profissionais da área têm de se fortalecer. “Iniciamos um ano que promete exigir uma atuação maior dos profissionais do RH nas organizações e na sociedade. Por isso, é fundamental buscarmos conhecimento”, pontua.

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Presidente da Regional de Bauru da ABRH, Laura Camara explica que os profissionais da área têm de se fortalecer