| Bruno Freitas/Noroeste |
| Zagueiro e técnico do Norusca, Marco A. Machado |
Depois do ex-zagueiro Monteiro, ídolo noroestino desde os anos 90, o segundo capítulo de homenagens do Esporte Clube Noroeste será com mais um grande nome da defesa: Marco Antônio Machado, que além de comandar a zaga noroestina na década de 70, inclusive na campanha histórica que levou o time daquele ano de volta à Primeira Divisão, foi por muitas vezes o treinador da clube.
Essa série de reverência a seus ídolos, promovida pelo Norusca, vai proporcionar ao ex-jogador toda a vivência de estar inserido novamente no ambiente de uma partida profissional de futebol. Marco Antônio Machado visitou o clube nesta sexta-feira à tarde, para sessão de fotos e vídeo. No dia do jogo deste domingo (19), às 10h, contra o Atibaia, pela 6ª rodada da Série A3 do Campeonato Paulista 2017, o eterno zagueirão alvirrubro vai subir ao campo enfileirado junto com os atletas do elenco profissional. O beque irá com eles, assim como se estivesse se preparando para jogar, reverenciar a torcida e receber todo o carinho de mais um público impactante. Na sequência, ele canta o hino nacional ao centro do campo, cumprimenta os jogadores adversários e faz a foto oficial com o elenco com as crianças. Por fim, recebe uma placa de reconhecimento por todos os serviços prestados ao Noroeste e por ter suado a camisa, com garra e amor, dentro e fora de campo.
Como jogador, Marco Antônio começou no Linense, no final da década de 60, depois teve o seu passe comprado pelo Noroeste e veio para fazer sucesso no time de Bauru. Defendeu ainda o rival XV de Jaú. Mas foi no Noroeste que se destacou nacionalmente, inclusive, disputando a Série A do Campeonato Brasileiro de 1978, pelo Norusca. Naquela equipe tinha Jairzinho, o “Furacão da Copa de 70”, Samuel, Araújo, João Carlos Facioli e Baroninho começando a carreira, jogadores de renome nacional.
Marco Antônio Machado nunca perdeu o prestígio com o torcedor bauruense, que acompanha sua voz na rádio 87FM até hoje.
ZAGUEIRO DE RESPEITO
Com a bola nos pés, ou sem ela, era um jogador aguerrido, de forte marcação, porém leal. Tinha um carrinho preciso, na bola, para desarmar o adversário sem lesioná-lo. Outro ponto forte era a impulsão. Apesar dos 1,70 m de altura, baixo estatura para os padrões atuais de zagueiro, mas não para sua época, tinha uma impulsão que o levava a cortar os lances de cabeça no “terceiro andar”.
“Vivi aqui no Noroeste um dos maiores momentos da minha vida. Me sinto em casa novamente toda vez que venho aqui, agora, como radialista e comentarista. Conquistei acesso e títulos aqui e amigos para a vida inteira”, finaliza o homenageado.