Técnicos da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) estiveram no aterro sanitário e detectaram que, mais uma vez, lagoas de chorume resultante da decomposição do lixo orgânico estão no limite da capacidade e correm risco de transbordar. Na última vistoria, em dezembro, o mesmo problema já havia sido detectado. Na ocasião, a prefeitura, responsável pela manutenção do aterro, foi advertida. Agora, a Cetesb avalia qual sanção será aplicada à empresa pública.
“As lagoas estão cheias e deveriam ser mantidas em nível mais baixo”, alerta a engenheira da Cetesb, Flávia Vasconcellos. “Nossa preocupação aumenta nesta época de chuvas porque as lagoas podem extravasar e agravar ainda mais contaminação da área do aterro”, completa.
FACADAS
Diretor de limpeza pública da Emdurb, Eduardo Borgo informou que o contrato entre a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), responsável pela gestão do aterro, e a empresa que fazia a captação do chorume venceu em outubro do ano passado.
Desde então, a Emdurb encarregou-se, de forma emergencial, desta atribuição.
“Quando assumimos a Emdurb, em janeiro deste ano, tomamos conhecimento do problema e já comunicamos a Semma, que já está preparando uma nova licitação para a contratação de uma empresa para realizar este tipo de serviço”, avisa.