09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A greve como fenômeno revolucionário

Vinicius Bomfim
| Tempo de leitura: 1 min

Uma comunidade é composta de indivíduos (de várias formas e jeitos distintos) e, como forma da política nacional, liderada por um cargo superior, o chamado “governo”. Sendo assim, este tal cargo superior possui uma voz ativa e sobressalente perante aos outros “cargos” da mesma comunidade, denominados como população (atentando, no caso, a categoria dos trabalhadores).


O governo é público e comanda categorias de servidores públicos. No entanto, através da regra ética e federal, torna-se dever prezar e valorizar dignamente os próprios servidores públicos.


Quando não há a regra na prática, acontece a luta pelo direito que, por sinal, é um dever do cidadão brasileiro. O método usado para clamar pelo direito são as greves.


Conforme ocorrido no último caso no Espírito Santo, deve-se ressaltar que a consequência da greve de nenhuma maneira deve ser considerada responsabilidade da Polícia Militar.


A conclusão que temos no final de tudo é que existe sim uma defasagem em relação aos cuidados mínimos dos militares (tal como salário e benefícios), mas, principalmente, a população mostrou que a culpa pela situação crítica do país é totalmente relacionada à própria população.


A greve existe, é um fato, deve ser entendido como busca de direito (de classe ou comunidade), deve ser realizada e, ainda por cima, deve-se tirar uma lição: o governo não governa adequadamente e a população, em média, é alimento fiel deste sistema.