08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Obrigado, Requena!

Silvio Rodrigues
| Tempo de leitura: 1 min

Ao tudo que indica, o jornalista, escritor e artista plástico Benedito Requena da Conceição foi vítima de um latrocínio. É uma crueldade do destino. Afinal, ele tinha uma verdadeira obsessão por suas contas pessoais. Diabético, tinha medo da chuva.

Em 2013, ele me convidou para fazer a edição gráfica de seu livro que, em resumo, narra a trajetória da família Requena no Brasil. Sugeri que procurasse um jovem conhecedor de Word e Photoshop diante da facilidade do trabalho. Faço questão que seja você, disse ele, em tom professoral.

Num espaço de tempo de um mês, conheci o ser humano Benedito Requena da Conceição. Até então, em minha mente, havia a imagem do assessor de imprensa do prefeito Nilson Costa. Mesmo com inúmeros afazeres, achava um jeito de me atender e preparava um texto de acordo com minha solicitação dentro do prazos britâncos.

Na semana de lançamento do livro, na Casa do Cursilho, ele viajou de monareta entre a Vila Falcão e o Núcleo Mary Dota para entregar o convite em mãos. Quando ligo o carro, o presidente da Petrobras entra em êxtase, disse ele, numa referência ao consumo de um Royale e, logo, o uso da Monareta.

Meses depois, eis que o Requena me procura com mais uma matéria do livro, já mostrando interesse em pagar pela publicação. Era possível vê-lo com frequência nos arredores do Correios. Talvez estivesse em busca de mais informações para lançar o segundo livro cuja responsabilidade agora recai sobre um dos numerosos integrantes da Família Requena.

Obrigado, Requena, um gênio que passou por Bauru. Educado e culto, optava pela distância dos holofotes para que todos pudessem brilhar, de alguma forma, na labuta do dia a dia.