08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Lazer não é bagunça!

Vinicius Bomfim Costa, estudante de jornalismo
| Tempo de leitura: 1 min

No momento, há uma grande discussão sobre o fim das “festas clandestinas” em Bauru. No entanto, há pontos que precisam ser listados e analisados. Além de ser uma cidade universitária (sendo isso um fato), em Bauru há precariedade em relação ao lazer. Há, sim, os eventos proporcionados pelo órgão público local, mas é válido analisar se isso é algo atrativo aos jovens da cidade, tanto que este é o motivo principal da realização de festas “clandestinas”.


Dentro destes eventos existem regras e organizações, nada é simplesmente realizado e jogado pela sorte da noite/dia. Há comissões e frentes responsáveis pelos eventos e, quando de porte reduzido, os próprios organizadores estabelecem regras e limitações.


Não é válido argumentar contra as festas quando se diz a respeito dos gostos e costumes do jovem em si. Atitudes são pessoais e de responsabilidade única do ser, desde que, então, não infrinja o direito do próximo. Vale lembrar que ao organizar um evento todos os envolvidos tomam por ciência os direitos e deveres.


Em relação à sujeiras (como mencionado, especificamente sobre o carnaval), isso, infelizmente, é um problema cultural do país. Na manifestação política realizada em 2016, também houve sujeira nas ruas. Novamente, não é válido argumentar isso como de responsabilidade jovial ou caracterizar um grupo em si. É errado, é rude, mas isso não é de hoje e todos sabemos disso.


A juventude é uma fase da vida, os direitos servem para a vida inteira, como vivemos em um espaço e o dividimos, o respeito é lei. Em Bauru, a juventude movimenta altamente e nitidamente a cultura local.