A raridade de candidatos dignos e decentes em nosso quadro eleitoral faz com que a figura de Lula, de quem já sabemos tudo, do bom e do ruim, volte à tona com possibilidades de emplacar. É o que apontam pesquisas recentes, contestadas pelo fato de que até 2018 muita água ainda vai rolar sob a ponte.
Anteriormente, o próprio se manifestou que erraram ao acertar só na cauda da serpente. A solução teria sido a de esmagar a cabeça da jararaca, porém, não tiveram - ou não quiseram - agir corretamente. Deu que no que está dando e no que dará, sabe-se lá.
Para quem se orgulha de nunca ter lido um livro na vida, a trajetória de Lula é admirável. Mas ao mesmo tempo comprova que, neste país, para vencer na política ninguém precisa ser culto, ou melhor dizendo, minimamente alfabetizado. Basta ser esperto, aproveitar as oportunidades, ter visão desse aproveitamento com percepção do futuro breve e do longínquo. O lamentável é que, no panorama atual, seu provável adversário seria Jair Bolsonaro, uma espécie de Donald Trump caboclo.
Ora, se num país supostamente melhor qualificado em termos de eleitorado, como são os EUA, Trump dividiu a patuleia e hoje assombra e amedronta o mundo com a possibilidade de se transformar em novo Adolf Hitler, o que esperar deste pobre rincão de analfabetos funcionais e miseráveis de carteirinha?