| Malavolta Jr. |
| Dilo sempre buscava trazer novidades ao seu negócio |
Conhecido no ramo da gastronomia, o empresário Dahyl Freitas Guimarães Júnior, o Dilo, morreu aos 69 anos, na noite do último sábado (25), em São Paulo. Ele permanecia hospitalizado na Capital, após ser submetido a um transplante de fígado, na última quarta-feira (22).
Há 45 anos dono do Buffet Guimarães, tradicional na cidade, o bauruense foi enterrado nesse domingo (26) à tarde, no Cemitério da Saudade. Os 18 anos de serviços prestados à Fórmula 1 do Brasil, que o fez ser reconhecido como “o rei da cozinha da Fórmula 1”, figuram entre os trabalhos mais marcantes da vida dele.
Mas existiram outros, como é o caso do tour com a equipe Renault por 20 estados brasileiros. Casado, pai de seis filhos e cinco netos, apesar de ter até atuado em eventos no Exterior, teve uma vida marcante em Bauru, que era seu porto seguro e sede de sua empresa.
Desde novo entusiasta do ramo da alimentação, conquistou seu próprio espaço na área. O apreço pelo trabalho lhe foi despertado desde muito cedo, conforme relatou ao JC durante Entrevista da Semana, concedida em 2010. Como o pai foi funcionário do Banco do Brasil, ele também trilhou, inicialmente, caminho semelhante.
| Éder Azevedo/JC Imagens |
| Carreira de Dilo na gastronomia começou pelo BTC; ele organizou vários eventos no clube, inclusive nos anos 70 (acima) e 80 (à direita) |
TRAJETÓRIA
Formado em administração de empresas na Instituição Toledo de Ensino (ITE), ele também passou em concurso e começou a trabalhar na mesma instituição financeira, mas com o apoio de Walter Pires Ramos e Moussa Tobias, aos 22 anos, comprou o barzinho do cassino do Tênis (BTC). Era o início de sua trajetória na área de gastronomia. Com o tempo, as pessoas saiam de bailes e seguiam ao cassino do Tênis tomar canja com o Guimarães, comer sanduíche de filé com o Guimarães.
A diretoria percebeu e construiu um pequeno restaurante ao lado do cassino. No período em que trabalhou na Renault chegou a contratar Emmanuel Bassoleil, um famoso cozinheiro francês. A equipe de Dilo também chegou a servir 20 mil pessoas em 200 camarotes, durante rodeio de Jaguariúna.
Anualmente, ele ainda buscava fazer viagens ao Exterior, onde fazia cursos. A ideia era sempre acrescentar novidades ao buffet. Também herdou do pai o interesse pelos esportes, assim como a preocupação em ensinar o que considerava correto para os filhos, a quem foi um exemplo. Para ele, ‘a família era tudo’, afirmou em entrevista.
MODELO
Além da esposa Anna Regina, ele deixa os filhos Cláudia, Patrícia, Tatiana, Adriana, Dahyl Neto e Andréia, assim como os netos Thiago, Vinícius, Luã, Nina e Luca. “Ele foi um exemplo para todos aqueles que conviveram com ele. Deixou boas marcas por onde passou. Sempre acudia quem precisava de ajuda”, comentou nesse domingo Anna Regina.
Não à toa, a presidente da Associação dos Pais e Amigos do Excepcional (Apae) de Bauru, Olga Bicudo, fez uma homenagem durante o velório levando uma bandeira da instituição, conta Anna. Dilo foi um dos primeiros colaboradores da Apae, assim como de várias outras entidades, inclusive recentemente.