| Malavolta Jr. |
| Serginho Brum, Telma Gobbi, Halim Farah, Jorge Luiz, Carlinhos do PS, Manoel Losila, Miltinho Sardin, Celso Nacimento, Sandro Bussola, Junior Rodrigues, Yasmim Nacimento, Roger Barude, Fábio Manfrinato ouvem explicação de Manoel Gerônimo, da Estre |
Nove vereadores de Bauru estiveram ontem à tarde no aterro privado de Piratininga, gerido pela CGR Guatapará - Estre Ambiental, e que desde o final de abril de 2016 recebe todo o lixo orgânico produzido pelos bauruenses - cerca de 300 toneladas diárias. Dois parlamentares de Piratininga integraram a comitiva, pois os resíduos do município vizinho também vão para o mesmo aterro.
A reportagem do JC acompanhou a vistoria, que foi relativamente rápida (meia hora), pois uma forte chuva de fim de tarde acabou encurtando a visita dos vereadores. Presidente da Câmara, Sandro Bussola (PDT) citou que era necessário conhecer o sistema. "Seria interessante que a Emdurb pesasse já em Bauru, antes de trazer para cá, para saber quanto está sendo levado ao aterro. Ou então que coloque um funcionário aqui no aterro para acompanhar todo o trabalho", enfatiza.
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) é a responsável por contratar a Emdurb para coletar o lixo. A pasta foi representada na visita pelos servidores Jorge Luiz Domingues Honório (diretor de expediente) e Hildebrando Zanini (chefe de fiscalização). Já a Emdurb enviou o diretor de limpeza pública, Eduardo Borgo.
Para o dirigente da empresa municipal, colocar funcionários no aterro implicaria em mais custos, em um primeiro momento. "Não seria apenas um funcionário, seriam pelo menos dois, ou até quatro, levando em consideração os turnos de trabalho, e que a coleta acontece em três períodos. Mas não é impossível, precisamos estudar com a Câmara a necessidade real", pondera.
Balança
Assim que chega ao aterro, o caminhão passa por uma balança, indicando o peso bruto. Após descarregar os resíduos, o veículo vai novamente para a balança, e a diferença de peso do caminhão cheio com o caminhão vazio é a quantidade de lixo. Um comprovante é emitido e fica com o motorista do veículo.
O presidente da Comissão de Obras, Serviços Públicos, Habitação e Transportes do Legislativo, vereador Manoel Losila (PDT), sugere a instalação de um visor na parte externa. "A balança tem aferição do Inmetro, o que passa credibilidade. Contudo, alguns procedimentos podem melhorar o trabalho, como por exemplo a colocação de um painel no lado de fora, mostrando a pesagem na chegada e na saída. Vamos fazer novas reuniões na Comissão de Obras, quando outras ideias serão amadurecidas", aponta.
Borgo, da Emdurb, diz que a empresa municipal está aberta ao diálogo com os vereadores para melhorar a fiscalização junto à CGR Guatapará. "Eu já conhecia o sistema aqui, naturalmente. Outro dia, inclusive, subi na balança e pedi para o funcionário que estava dentro da cabine falar o quanto eu peso, e ele acertou. Então a princípio não indica nada anormal", conclui.
Vereadores
Participaram da vistoria os vereadores Sandro Bussola (PDT), Telma Gobbi (SD), Roger Barude (PPS), Fábio Manfrinato (PP), Carlinhos do PS (PV), Manoel Losila (PDT), Miltinho Sardin (PTB), Serginho Brum (PSD) e Yasmim Nascimento (PSC), além do deputado estadual Celso Nascimento (PSC) e os vereadores Halim Farha e major Jorge Luís, de Piratininga.
Renovação
Bauru começou a levar o lixo ao aterro de Piratininga de forma emergencial em abril de 2016, quando o aterro público bauruense foi definitivamente lacrado pela Cetesb. Em maio passado, foi assinado o contrato atual, após licitação, com custo de R$ 83,50 por tonelada de lixo. Isso representa R$ 25 mil por dia, e cerca de R$ 7,5 milhões ao final de um ano.
O prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) disse ao JC, ontem à noite, que vai renovar por mais um ano o contrato com a CGR Guatapará. Em paralelo, pretende lançar o edital de chamamento público para uma Parceria Público-Privada (PPP), e quando o trâmite deste foi concluído, poderá encerrar o vínculo com a empresa.
Pedágio
O único acesso ao aterro é pela Rodovia João Cabral Rennó (SP-225). Há um pedágio entre Bauru e o local, que custa R$ 5,30 para veículos de passeio ou cada eixo de caminhão. Ao todo, a Emdurb está gastando R$ 28 mil por mês com pedágio, um custo anual acima de R$ 330 mil.
O diretor de limpeza pública da Emdurb, Eduardo Borgo, diz que espera novidades em breve. "Conversei nesta semana com o deputado estadual Campos Machado (PTB), para que possa intervir junto à Artesp, com o intuito de conseguirmos a isenção da tarifa de pedágio. Além disso, tivemos do ano passado para cá um aumento nas despesas com horas extras e combustível", destaca. Bauru também tenta, na Justiça, suspender o pagamento de pedágio.