Em uma sessão clandestina, pôs-se fim às chamadas festas clandestinas. Para quem tanto critica os clandestinos, é moral uma votação às escondidas? Clandestinos são invisíveis e seus interesses pouco importam aos que o chamam de clandestino, sem diálogo, sem participação, nunca lhes foi dada a oportunidade de deixar de serem clandestinos.
Quase como um nado sincronizado, digna de um medalhista olímpico, o projeto foi aprovado, demonstrando uma unicidade assustadora de um parlamento que tem somente uma voz, que somente uma operação com nome legal pode desmistificar.
Aos clandestinos, restaram a chuva e o sol, porque o plenário foi fechado e a Casa que um dia foi do povo hoje é dos vereadores, que escolhem quem entra e quem sai.
Um dos projetos de leis mais polêmicos nos últimos anos da história de Bauru teve uma votação unânime, veloz e sem debate, aprovado em poucos segundos, com uma abstenção ensaiada nas coxias e atuação digna de Oscar ou Cannes, podem escolher. E aos clandestinos? Para estes, a lei. E para os vereadores? Tudo