10 de julho de 2026
Geral

Ocupação de fazenda reivindica agilidade em leilão

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Divulgação
Um dos sem-terra prepara área para se instalar na fazenda

Cerca de 300 integrantes da Frente Nacional de Luta (FNL) - Conafer UNC - ocuparam, na noite da última quinta-feira (16), a Fazenda Santo Antônio, pertencente ao Grupo Mondelli, localizada entre os quilômetros 355 e 356 da rodovia Cezário José de Castilho (SP-321), a Bauru-Iacanga, em Bauru.

O ato pede mais agilidade da Justiça sobre a suspensão provisória de um leilão de massa falida referente à propriedade, conforme explica o dirigente e assessor de comunicação da FNL, Thiago Franco. Ele critica a demora no agendamento do leilão e ressalta que o Incra tem interesse e recursos para arrematar a fazenda e destiná-la à Reforma Agrária. Franco destaca ainda que um dos objetivos da ocupação é reiterar o interesse do grupo pelas terras.

"Não vamos sair pacificamente. Iremos resistir, caso haja o cumprimento de uma reintegração de posse. Só deixaremos a fazenda quando a data do leilão for marcada. Estamos brigando por esta área há três anos e, neste período, ocupamos 14 vezes a fazenda", enumera.

Questionado, o advogado e acionista do Grupo Mondelli, Constantino Mondelli Filho, disse que a reivindicação dos sem-terra não condiz com a realidade, uma vez que o processo de leilão do Mondelli encontra-se suspenso, aguardando julgamento de recursos no STJ.

"Qualquer tipo de venda, liquidação patrimonial ou leilão estão suspensos também por ordem do desembargador relator do Tribunal de Justiça de São Paulo, Carlos Alberto Gardi. As medidas judiciais serão tomadas para a retirada dos invasores da área", afirma.

Incra confirma interesse

Em nota, o Incra afirmou ter interesse em participar do leilão da Fazenda Santo Antônio, tão logo este venha se concretizar. "Neste caso especificamente, a obtenção de terras para a reforma agrária ocorre na modalidade hasta pública (venda em leilão mediante ofertas de lances pelos interessados), não se tratando de desapropriação", diz o órgão, reiterando que a realização do leilão está a cargo da Justiça.