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| A atividade faz parte do calendário letivo do Colégio Guedes de Azevedo há mais de 20 anos |
Hoje, véspera do Dia Mundial da Água, a Escola Guedes de Azevedo levará seus alunos para visitar o Rio Bauru e o Centro Ambiental, onde está localizada a Lagoa de Captação do Rio Batalha, importantes para o meio ambiente e a cidade. Na visita, os alunos poderão analisar a qualidade da água de ambos os rios e ainda visitarão a Estação de Tratamento de Água (ETA).
A atividade faz parte do calendário letivo da instituição há mais de 20 anos, reunindo alunos do 6.º ano e professores, aprimorando os estudos sobre o meio ambiente na prática, realizando coleta de água e análise de oxigênio, PH e amônia, que são indicadores de presença de material orgânico na água.
"O objetivo é fazer os estudantes verem e sentirem os efeitos do assoreamento dos rios, a erosão provocada pelo desmatamento da mata ciliar, a ausência de animais nativos que dependem do equilíbrio sustentável da natureza e a degradação dos rios provocados pela poluição", explica Roberto Pallotta, diretor da Escola Guedes de Azevedo.
CONSCIENTIZAÇÃO
O conhecimento e a vivência na prática são passos importantes para a conscientização. "Quando realizamos a primeira visita ao Rio Batalha, em 1995, o nível da água ficava em média de 3 a 4 metros de profundidade. Hoje, constatamos que este nível não passa de 50 centímetros em seu volume considerado normal", relembra Pallotta.
A Escola Guedes de Azevedo visa possibilitar que os alunos ampliem suas visões para a sociedade, indo além do aprendizado em sala de aula, mas também proporcionando o contato pessoal com aquilo que aprendem na escola. "Há 20 anos, quando ainda não havia esse discurso de sustentabilidade e economia sustentável, a escola iniciou essas expedições já preocupada com a formação dos alunos para uma visão mais cidadã do mundo, para mostrar a eles as implicações de um descarte inadequado de lixo, e ocupação irregular demográfica, a fim de que os estudantes se sentissem impactados pela visita e entendessem que o problema não restringe ao meio, mas, também os atinge dentro de casa", destaca o diretor.