Para celebrar o Dia Mundial da Água e do Rio Batalha, ambos comemorados nesta quarta-feira (22), a Prefeitura de Bauru, através do Departamento de Água e Esgoto (DAE) e a Secretaria do Meio Ambiente, vai promover uma programação especial com atividades voltadas à educação ambiental.
Entre as atrações desta quarta, há o acionamento da fonte luminosa da Praça Rui Barbosa, que está sendo recuperada pelo DAE e voltará a funcionar. No local, serão instalados estandes para 'degustação' de água, onde os interessados poderão verificar a diferença de paladar entre a água de poços de diversas regiões da cidade e a água do Batalha, bem como a dosagem mínima e máxima de cloro, conforme legislação vigente. Painéis com fotos e cartazes, retratando os principais mananciais, além dos sistemas de tratamento de água e esgoto estarão expostos na praça.
Os eventos visam conscientizar quanto ao uso racional da água, destacando a situação dos recursos hídricos, e também alertar sobre a importância de preservação do Rio Batalha, responsável pelo abastecimento de cerca de 38% da população de Bauru.
1.400 VISITANTES
Neste mês, o Centro de Educação Ambiental Rio Batalha receberá aproximadamente 1.400 visitantes de diversas instituições e escolas de Bauru. Através de palestras, apresentações de vídeo e diálogo com perguntas e respostas, são transmitidas informações sobre os trabalhos desenvolvidos pela autarquia, como processos de captação, adução, tratamento e distribuição da água.
Para auxiliar na preservação do manancial, o espaço foi implantado pelo DAE em 2004 e busca apresentar noções básicas a respeito do meio ambiente. O Centro Ambiental está localizado em uma área de mais de 46 mil metros quadrados, na divisa com o município de Piratininga, onde está localizada a Lagoa de Captação.
DATA PARA REFLEXÃO
Para a secretária do Meio Ambiente, Mayra Fernandes, "o Dia Mundial da Água, instituído pela ONU em 22 de março de 1992, deve, além de amplamente divulgado e comemorado, ser utilizado para reflexão". "É considerado um marco por todos aqueles que lutam pela causa ambiental, pois despertou a atenção do mundo para a 'finidade' deste recurso, que, além de natural, é fundamental à vida humana. Graças a este despertar que a água foi reconhecida como bem de valor econômico, o que tornou possível a cobrança pelo seu uso", complementa.
"A Semma e o DAE vêm trabalhando em parceria com ONGs e outras instituições para a implementação de projetos e ações visando à recuperação de nossos mananciais. O envolvimento da população é fundamental para o sucesso dessas ações, pois cuidar do meio ambiente é uma obrigação de todos nós", finaliza Mayra Fernandes.
Já o presidente do DAE, Eric Fabris, entende que o tema escolhido pela ONU neste ano, "Águas Residuais", vem a calhar porque é justamente o aspecto que a autarquia está 'atacando' na sua trajetória de vida, que já tem 56 anos. "O DAE sempre abasteceu a cidade de maneira eficiente, com água tratada, promoveu o afastamento do esgoto, que é a água residual, e estamos agora construindo a nossa Estação de Tratamento de Esgoto, onde a água residual deixará de ser um ente nocivo ao meio ambiente e passará a ser um recurso hídrico devolvido a mananciais como o Rio Bauru e o Rio Tietê, podendo ser reutilizada no trajeto desses mananciais".
'Purificação evolui com o tempo'
| Quioshi Goto/JC Imagens |
| Sidnei Machado está há 32 anos no segmento de purificadores |
No passado, filtros de barro bastavam contra impurezas na água. A realidade industrial e a poluição crescente, contudo, tornaram o quadro mais complexo - e, assim, exigiram uma evolução constante dos purificadores, de acordo com um especialista no assunto. "De fato, hoje, problemas de água que nós temos são muito mais graves por conta das substâncias químicas e biológicas", diz o diretor comercial e distribuidor da Purificadores Europa para Bauru e região, Sidnei César Machado.
Há 32 anos no segmento, ele observa: "Esgoto foi para os mananciais, caixa d'água se tornou o maior foco de contaminação... O DAE faz o que pode, mas há outras necessidades atualmente".
O resultado é que o segmento de purificação cresce 16% ao ano, de acordo com ele. Não basta, contudo, vender. "É preciso conscientizar. As pessoas devem priorizar a saúde e entender como a purificação é importante nesse processo".