09 de julho de 2026
Nacional

Dólar fecha em leve alta de 0,28%, cotado a R$ 3,0947


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O dólar fechou em leve alta ante o real nesta quarta-feira (22) em meio a uma série de fatores locais e domésticos. Uma nova queda do petróleo e a cautela com a votação de um projeto importante no Congresso dos EUA nesta quinta-feira prejudicaram o apetite por risco nos mercados globais, enquanto internamente os participantes digerem o primeiro recuo formal nas tratativas para a reforma da Previdência e aguardam o anúncio do relatório bimestral de receitas e despesas, que poderá trazer um eventual aumento de impostos.

O dólar à vista no balcão terminou com alta de 0,28%, a R$ 3,0947, depois de ter oscilado entre a mínima de R$ 3,0817 (-0,15%) e a máxima de R$ 3,1093 (+0,75%). O giro registrado na clearing de câmbio da BM&FBovespa hoje foi de US$ 1,543 bilhão. No mercado futuro, o dólar para abril avançava 0,18% por volta das 17h15, a R$ 3,1045. O volume financeiro somava US$ 14,721 bilhões. A divisa norte-americana tinha um desempenho misto ante outras moedas emergentes e de países exportadores de commodities, subindo frente ao rublo russo (+0,29%) e o dólar australiano (+0,13%), mas caindo na comparação com o rand sul-africano (-0,86%) e a lira turca (-0,36%).

O petróleo Brent para maio fechou em queda de 0,63%, a US$ 50,64 o barril. O Departamento de Energia dos EUA divulgou hoje que os estoques de petróleo bruto subiram 4,95 milhões na semana, acima do esperado e atingindo o recorde de 533,1 milhões de barris.

No cenário interno, a decisão do presidente Michel Temer de anunciar de surpresa na noite de ontem a retirada de servidores estaduais e municipais da reforma da Previdência ainda é digerida. Embora seja claramente uma derrota do governo, alguns operadores apontam que isso pode facilitar a aprovação do projeto. "É lógico que o texto original seria melhor, mas alguma negociação política era esperada", comenta Alessie. "Essa alteração na reforma da Previdência influenciou um pouco os negócios hoje. Prejudica o ajuste, mas pode facilitar a aprovação. Por enquanto ainda está meio esquisito", opina o operador citado acima.

Taxas de juros

Os juros futuros de curto prazo fecharam estáveis, enquanto os demais vencimentos tiveram alta moderada, influenciada pela reação à decisão do governo de excluir servidores estaduais e municipais da proposta de reforma da Previdência. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de março, que mostrou inflação de 0,15%, veio no piso para o mês desde 2009 (0,11%), o que ajudou a limitar o avanço das taxas futuras, ao endossar a avaliação de que há espaço para aceleração do ritmo de corte da Selic para 1 ponto porcentual nos próximos encontros do Comitê de Política Monetária (Copom).

Ao final da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (99.785 contratos) tinha taxa de 9,955%, mesmo patamar do ajuste de terça. A taxa do DI janeiro de 2019 (184.200 contratos) subiu de 9,48% para 9,53%. A taxa do DI janeiro de 2021 (153.695 contratos) encerrou a 9,99%, de 9,92%.

Quanto ao IPCA-15, a taxa de 0,15% ficou perto da mediana das estimativas, de 0,14%, coletadas pela pesquisa do Projeções Broadcast. Em 12 meses, a inflação está em 4,73%, mais perto da meta central de 4,5%.

O mercado agora aguarda a divulgação do relatório bimestral de receitas e despesas, que vai trazer o contingenciamento do Orçamento para este ano, necessário para ajudar no cumprimento do limite de déficit de até R$ 139 bilhões. O mercado trabalhou com a possibilidade de um número em torno de R$ 40 bilhões. O anúncio será feito ainda nesta quarta.