Um grito das mulheres contra a violência, o machismo e as desigualdades. Neste sábado (25), a partir das 13h, ocorre a Marcha das Mulheres. A concentração está marcada para a frente da frente da Câmara Municipal de Bauru.
Além do ato de protesto, o evento também irá ter um caráter cultural, com apresentações do Maracatu Baque das Mulheres, show com o grupo de rap feminino Ouro D'Mina e um sarau em parceria com a Frente LGBT Bauru.
"Em Bauru, no Brasil e no mundo as mulheres continuam morrendo apenas pelo fato de serem mulheres, continuam tendo a obrigação de se responsabilizar pelos afazeres domésticos e a criação dos filhos e continuam ocupando os piores empregos, acumulando trabalhos dentro e fora de casa", aponta a organização.
O grupo cita ainda matéria do JC divulgada em novembro de 2016, mostrando que, naquele ano, as denúncias de violência física contra as mulheres em Bauru cresceram 228%.
Reforça ainda, com base em demais artigos, que, "no Brasil inteiro, uma mulher é vítima de abuso sexual a cada 11 minutos. A cada 2 horas, uma mulher é assassinada, na maioria dos casos pelo companheiro ou ex-companheiro".
Para a organização, esse cenário de violência intensa tem relação direta com o machismo. "O Março das Mulheres é um movimento organizado com o objetivo de combater essa ideologia e denunciar a violência física e psicológica, a agressão, o estupro e o assédio. Com a palavra de ordem 'Nenhuma a Menos!', vamos exigir do poder público ações melhores e mais elaboradas para acabar com o feminicídio e as diversas violências que mulheres sofrem na nossa cidade", conclui.
A luta delas não é 'mimimi'...
Ato e passeata ocorrem a partir das 13h, com concentração na Câmara Municipal
Dados da última campanha municipal realizada em Bauru mostram que a luta das mulheres é totalmente legítima. A batalha delas não é “mimimi”, como muitos ainda insistem em dizer. Na ocasião, a Sebes revelou que houve uma explosão nos casos de violência contra as mulheres, seja física, psicológica ou patrimonial. De 2015 para 2016, num comparativo que considerou o período de 1 janeiro a 31 de outubro dos dois anos, as denúncias de agressões físicas, por exemplo, cresceram até 228%, de 18 para 59 registros.
Os dados, que partem não da polícia, mas de registros realizados na própria Sebes durante o atendimento às vítimas, foram divulgados durante a abertura da Semana da Não Violência Contra a Mulher, no ano passado. E esses registros expressam apenas uma amostragem das ocorrências em Bauru, já que a maioria dos casos ainda é subnotificada, inclusive na polícia. Ou seja, não vira registro por medo e até por vergonha.
As agressões psicológicas, que comumente antecedem as agressões físicas, são denunciadas em maior volume. Elas aumentaram 15% de 2015 para 2016, de 56 para 68. Já a violência patrimonial registrou nove casos em 2015, contra 15 no ano passado. A violência sexual, por sua vez, manteve registro de um único caso na Sebes. Somados, todos esses tipos de violência contra as mulheres tiveram aumento geral de 37%, de 84 para 115 casos.
SERVIÇO
A "Marcha Das Mulheres - Bauru: Nenhuma A Menos" será neste sábado (25), com concentração em frente à Câmara Municipal, a partir das 13h. Depois, haverá uma passeata.