10 de julho de 2026
Regional

Empresário que assassinou a ex e namorado dela vai a júri popular

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Reprodução
As vítimas Sueli Pereira e Ademir Matias
Fotos: Valéria Cuter 
Arma usada pelo empresário, um revólver 38 estava com a numeração raspada  
João Mathias foi preso após matar a ex-namorada e o companheiro dela em uma festa  

O empresário João Alberto Mathias, de 64 anos, acusado de assassinar a tiros em dezembro de 2014 a ex-namorada Sueli Aparecida Pereira, de 38 anos, e o companheiro dela, Ademir Matias, 29 anos, durante uma festa religiosa realizada no bairro Guarantã, na zona rural de Botucatu (100 quilômetros de Bauru), será levado nesta quinta-feira (23), às 9h, a júri popular.

O Tribunal do Júri será presidido pelo juiz Henrique Alves Corrêa Iatarola. Dos 23 convocados, sete serão sorteados para compor o Conselho de Sentença. Segundo os autos, Mathias foi denunciado pelo Ministério Público (MP) por duplo homicídio qualificado, por motivo torpe e com emprego de recurso que dificultou a defesa das vítimas, resistência e porte ilegal de arma de fogo.

Conforme divulgado pelo JC, o crime ocorreu na tarde do dia 7 de dezembro. Testemunhas contaram à polícia que o empresário chegou ao local e, quando viu Sueli dançando com Ademir, sacou um revólver calibre 38 e disparou dois tiros contra a cabeça do homem, que morreu no local. A mulher tentou fugir, mas acabou sendo atingida por dois disparos, nas costas e pescoço.

Ela chegou a ser socorrida com vida, mas morreu ao dar entrada no Pronto-Socorro (PS) do Hospital das Clínicas (HC) de Botucatu. Populares tentaram impedir que Mathias deixasse o local atirando pedras em seu carro, mas ele conseguiu fugir. Na Vila Maria, o acusado colidiu o veículo contra fachada de estabelecimento comercial e acabou preso por uma equipe da Polícia Militar (PM).

Na ocasião, o empresário alegou que havia perdido a cabeça ao descobrir que vinha sendo traído pela vítima com quem, segundo ele, mantinha relacionamento há doze anos. Após ser medicado, foi preso em flagrante e levado à Cadeia de Itatinga, de onde foi transferido para Centro de Detenção Provisória (CDP) de Cerqueira Cesar. Ele já tinha passagens por contrabando e descaminho.