09 de julho de 2026
Geral

Escola que entregou bolo vencido teve cozinha interditada com ratos


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A Escola Estadual Marta Aparecida Hjertquist Barbosa, no Nova Esperança, teve a cozinha interditada em fevereiro por conta de ratos. Foi por conta disso que, na ocasião, a chamada merenda seca teve de ser distribuída aos alunos. Foram exatamente bolos restantes dessa situação que, nesta semana, foram entregues vencidos aos alunos.

O caso dos ratos veio à tona nessa quinta-feira (23) durante vistoria no almoxarifado de gêneros alimentícios da prefeitura. É no local que ficam armazenados os alimentos comprados para posterior distribuição da merenda nas escolas das redes municipal e estadual de Bauru.

A visita foi realizada pelo prefeito Clodoaldo Gazzetta; o vice Toninho Gimenez; a secretária de Educação, Isabel Miziara; e vereadores. Proposta pela Comissão de Educação e Assistência Social da Câmara Municipal, a visita ocorreu após o caso noticiado pelo JC em que um pai denunciava a entrega de bolo vencido a alunos da escola estadual.

Participaram ainda da atividade a presidente da comissão, Chiara Ranieri (DEM); a vereadora Yasmim Nascimento (PSC), que integra o grupo; o presidente do Legislativo, Sandro Bussola (PDT); bem como os parlamentares Coronel Meira (PSB), Ricardo Cabelo (PPS) e Roger Barude (PPS), além de servidores do setor.

Durante a vistoria, a secretária de Educação, Isabel Miziara, contou que a merenda seca precisou ser distribuída em fevereiro porque, na ocasião, a cozinha da escola estava interditada por conta de ratos.

A Secretaria de Estado de Educação confirma que "alguns ratos entraram na escola à época e, para resolver a situação, foi feita uma desratização e telas foram instaladas nas janelas da cozinha e proteção debaixo da porta". O problema, segundo a pasta, foi resolvido em uma semana.

E OS BOLINHOS?

Sobre o episódio da entrega dos bolos vencidos esta semana, Isabel Miziara alegou que a distribuição foi um problema pontual, provocado por um equívoco na distribuição. "As merendeiras trocaram as etiquetas de validade dos cookies, que vencem em abril, e dos bolinhos, que venceram em 17 de março. Tudo foi encaminhado para a escola em fevereiro, mas, em razão deste equívoco, os bolinhos acabaram sendo distribuídos depois do prazo de validade", argumenta.

Diretor de Alimentação Escolar, Fábio dos Santos garantiu que nenhum alimento sai do almoxarifado com a data de validade vencida. A vereadora Chiara Ranieri classificou como satisfatória a vistoria, já que, ao que consta, o problema ocorreu de forma pontual.

Já Sandro Bussola solicitou a verificação das carnes adquiridas para a merenda, mas a secretária de Educação explicou que esses produtos são entregues diretamente nas unidades. Nos freezers do almoxarifado, ficam apenas amostras.

O vereador Coronel Meira quis saber o custo unitário das refeições servidas nas merendas, informação que a prefeitura ainda não detém.

Diagnóstico 'com lupa'

Gazzetta informou que a denúncia do bolo vencido já culminou na instauração de uma sindicância no âmbito do Poder Executivo e que uma comissão será criada fazer um diagnóstico "com lupa" sobre a merenda, considerando procedimentos de compra, controle, armazenamento, distribuição e custo, entre outros. Depois de compilados, os dados serão apresentados em audiência pública.