| Jason Reed/Reuters |
| Felipe Massa (Williams à frente) se "desaposentou" e inicia na madrugada desse domingo (26) mais uma temporada |
A temporada de 2017 da Fórmula 1 começa na madrugada desse domingo (26), às 2h de Brasília, com o Grande Prêmio da Austrália, no Circuito de Albert Park, em Melbourne. Diversas coisas mudaram na categoria em relação ao ano passado, o que poder fazer com que a atual disputa seja mais equilibrada e emocionante.
Em 2016, a Mercedes dominou completamente o Mundial. Das 21 corridas disputadas, a equipe alemã venceu 19, sendo dez com Lewis Hamilton e nove com Nico Rosberg, que se sagrou campeão pela primeira vez na carreira, decidindo aposentar-se cinco dias depois do título. Para esta nova temporada que está prestes a começar, a disputa entre as escuderias promete ser mais acirrada, sem que um único time se sobressaia.
TROCA DE PILOTOS
Um dos motivos que diferem a nova temporada da F-1 de 2016 é a grande mudança de parcerias nas equipes. Após o fim do último Mundial, o maior destaque foi a aposentadoria do alemão Nico Rosberg. Com isso, a Mercedes teve que agir rápido para buscar um piloto forte para ocupar a vaga deixada pelo atual campeão. A escolha da Mercedes foi Valtteri Bottas, que passou os últimos quatro anos na Williams. O finlandês será o companheiro de Lewis Hamilton.
Com a saída de Bottas, a Williams buscou um nome experiente para a vaga, já que o outro piloto da equipe é o canadense Lance Stroll, de apenas 18 anos, que fará sua primeira corrida pela categoria. Assim, acertou o retorno do brasileiro Felipe Massa, que havia anunciado sua aposentadoria após o fim da temporada de 2016, mas desistiu da decisão para firmar contrato de um ano com o time.
Já a McLaren promoveu o piloto de testes da equipe, o belga Stoffel Vandoorne, para substituir o campeão mundial Jenson Button. O jovem piloto vai dividir os boxes com Fernando Alonso. Outras quatro equipes também anunciaram mudanças de pilotos para 2017. A Force India seguiu com o mexicano Sergio Pérez e ainda contratou Esteban Ocon, que atuava na Manor, e entrou no lugar do alemão Nico Hulkenberg, que foi para a Renault. Esta, por sua vez, permaneceu com o britânico Jolyon Palmer.
A Sauber, que decidiu não renovar o contrato do brasileiro Felipe Nasr, que correu pela categoria nas duas últimas temporadas, optou por ficar com o sueco Marcus Ericsson, e ainda adicionou o alemão Pascal Wehrlein, ex-Manor, time que não integra o grid da temporada 2017 da Fórmula 1. Por fim, a Haas ainda terá o francês Romain Grosjean e contratou o dinamarquês Kevin Magnussen, ex-Renault, para o lugar do mexicano Esteban Gutiérrez, que deixou a categoria.
Mudanças
Para a temporada de 2017, a Fórmula 1 decidiu alterar as regras aerodinâmicas da categoria, buscando um campeonato mais equilibrado. Além disso, as alterações podem fazer com que os pilotos ganhem cinco segundos por volta. Dessa maneira, uma das mudanças realizadas foi a volta da “barbatana de tubarão” e da asa dupla, que trazem mais aderência nas curvas e, com isso, maior velocidade.
Além disso, também ocorreram alterações nos pneus, que ficaram mais largos e resistentes, o que trará mais estabilidade ao piloto e ao carro, já que a aderência será aumentada. Atrelado ao aumento dos pneus, os carros também tiveram que se adaptar e aumentaram, ficando mais largos e mais pesados e, também, será permitido às equipes desenvolver motores ao longo da temporada.