| Douglas Reis |
| Bosque da Comunidade no Altos da Cidade Maria Eduarda e Amanda Duarte |
Há quem utilize apenas para praticar exercícios físicos ou como opção de lazer, mas há também quem frequente simplesmente pelo contato com a natureza ou para rememorar histórias de outras gerações de bauruenses. Localizado no Jardim Dona Sarah, entre a região central e a zonal Sul de Bauru, o Bosque da Comunidade é o mais antigo da cidade, com trajetória de quase quatro décadas. Considerado também o mais movimentado dos três existentes no município (os outros são o Bosque do Parque União, do Geisel e do Bauru XVI), o espaço chega a reunir público de até 400 pessoas aos finais de semana, entre novos e assíduos frequentadores.
São pais, em sua maioria, à procura de lazer público gratuito com os filhos, além de jovens, adultos e idosos em busca de um espaço para relaxar e se aproximar da natureza sem sair selva de pedra urbana.
Quem entra no Bosque da Comunidade parece atingir outro plano de Bauru. O som dos enormes bambuzais rangendo dão ritmo ao percurso das trilhas de asfalto, desenhadas com a sombra da pouca luz do sol que consegue se infiltrar em meio às grandes árvores do local. Os sons de cigarra também são comuns aos ouvidos de quem frequenta.
REMETE AO PASSADO
"Quando eu era jovem e solteira, costumava caminhar e refletir sobre a vida aqui. O bosque remete ao meu passado", comenta Amanda Duarte.
Aos 35 anos, a auxiliar administrativa, que ainda mora nas imediações do bosque, faz questão de levar a filha, Maria Eduarda, de 4 anos, para brincar no local todos os finais de semana. "Na época das férias, combinamos de vir com um grupo de mães em dias de semana também. É uma delícia, fazemos até piquenique. Nem parece que estamos no meio da cidade", acrescenta a mulher.
BRINCADEIRA NA TERRA
Há também que more longe do Jardim Dona Sarah e frequente o local por acreditar ser uma das opções de lazer mais segura da cidade. "Costumávamos ir ao playground do Vitória Régia, mas começou a virar bagunça lá, por causa dos usuários de droga", critica o mecânico Washington Oliveira, 46 anos. "O mesmo acontece com o Bosque do Geisel, não tem condições de frequentar com meus filhos pequenos", completa.
Há cerca de um ano, ele passou a levar os filhos Matheus Martins Oliveira, de 5 anos, e Isadora Rafaella Oliveira, de 4 anos, ao Bosque da Comunidade aos finais de semana. "Adoro sentar e brincar junto com eles. Geralmente, ficamos aqui até fechar", pontua o mecânico.
PASSEIO COM O DOG
A entrada com animais de estimação era proibida no bosque. Atualmente, parece existir alguma tolerância dos funcionários.
A liberação foi boa notícia, principalmente para quem mora em apartamento nas imediações. "Não dá para ficar trancafiada em casa. Três vezes na semana, pelo menos, nós passeamos aqui", comenta Fernanda Bellentani, 29 anos, com a shitzu Panqueca. "Gosto muito daqui. É tão fresco e a natureza traz tanta paz", finaliza a moradora.
Bosque possui 400 árvores catalogadas e espécie quase extinta
Há quem utilize apenas para praticar exercícios físicos ou como opção de lazer, mas há também quem frequente simplesmente pelo contato com a natureza ou para rememorar histórias de outras gerações de bauruenses. Localizado no Jardim Dona Sarah, entre a região central e a zonal Sul de Bauru, o Bosque da Comunidade é o mais antigo da cidade, com trajetória de quase quatro décadas. Considerado também o mais movimentado dos três existentes no município (os outros são o Bosque do Parque União, do Geisel e do Bauru XVI), o espaço chega a reunir público de até 400 pessoas aos finais de semana, entre novos e assíduos frequentadores.
São pais, em sua maioria, à procura de lazer público gratuito com os filhos, além de jovens, adultos e idosos em busca de um espaço para relaxar e se aproximar da natureza sem sair selva de pedra urbana.
Quem entra no Bosque da Comunidade parece atingir outro plano de Bauru. O som dos enormes bambuzais rangendo dão ritmo ao percurso das trilhas de asfalto, desenhadas com a sombra da pouca luz do sol que consegue se infiltrar em meio às grandes árvores do local. Os sons de cigarra também são comuns aos ouvidos de quem frequenta.
REMETE AO PASSADO
"Quando eu era jovem e solteira, costumava caminhar e refletir sobre a vida aqui. O bosque remete ao meu passado", comenta Amanda Duarte.
Aos 35 anos, a auxiliar administrativa, que ainda mora nas imediações do bosque, faz questão de levar a filha, Maria Eduarda, de 4 anos, para brincar no local todos os finais de semana. "Na época das férias, combinamos de vir com um grupo de mães em dias de semana também. É uma delícia, fazemos até piquenique. Nem parece que estamos no meio da cidade", acrescenta a mulher.
BRINCADEIRA NA TERRA
Há também que more longe do Jardim Dona Sarah e frequente o local por acreditar ser uma das opções de lazer mais segura da cidade. "Costumávamos ir ao playground do Vitória Régia, mas começou a virar bagunça lá, por causa dos usuários de droga", critica o mecânico Washington Oliveira, 46 anos. "O mesmo acontece com o Bosque do Geisel, não tem condições de frequentar com meus filhos pequenos", completa.
Há cerca de um ano, ele passou a levar os filhos Matheus Martins Oliveira, de 5 anos, e Isadora Rafaella Oliveira, de 4 anos, ao Bosque da Comunidade aos finais de semana. "Adoro sentar e brincar junto com eles. Geralmente, ficamos aqui até fechar", pontua o mecânico.
PASSEIO COM O DOG
| Museu Histórico de Bauru |
| A chegada da Maria Fumaça ao bosque, dias antes de sua inauguração, em 1980 |
A entrada com animais de estimação era proibida no bosque. Atualmente, parece existir alguma tolerância dos funcionários.
A liberação foi boa notícia, principalmente para quem mora em apartamento nas imediações. "Não dá para ficar trancafiada em casa. Três vezes na semana, pelo menos, nós passeamos aqui", comenta Fernanda Bellentani, 29 anos, com a shitzu Panqueca. "Gosto muito daqui. É tão fresco e a natureza traz tanta paz", finaliza a moradora.
Há 36 anos, Maria Fumaça encanta crianças e adultos
Apesar de ser o bosque mais antigo de Bauru, o local é desconhecido por muita gente. Há quem decida visitá-lo apenas para matar a curiosidade e chegar mais próximo da locomotiva, vista de fora ao longo do trânsito que passa pela rua Araújo Leite.
É o caso, por exemplo, do servente de pedreiro Leandro Henrique de Lima, 40 anos, morador do bairro Nova Esperança, que na última semana, finalmente, conheceu o local, depois de anos passando pelas imediações.
"Eu trabalhei como boleiro na antiga Luso. Sempre observava a locomotiva, mas nunca tive tempo de entrar aqui. Sempre quis ver mais de perto", comenta Lima, que aproveitou o passeio com os filhos Matheus Henrique Araújo de Lima, 6 anos, e Heloísa Helena Araújo de Lima, 5 anos.
"Eu já tinha visto trem pela TV, mas de perto é bem maior e mais legal", dispara Matheus, que não perdeu tempo e subiu na Maria Fumaça para tirar uma foto com o pai e a irmã.
nTOLERÂNCIA
Responsável pela manutenção do bosque há 22 anos, Clóvis Alves da Silva explica que é possível subir na parte da frente do maquinário para fotos.
"Existe uma tolerância. O que não permitimos mesmo é a pessoa entrar na locomotiva, porque pode danificar o maquinário", pontua.
nA MARIA
Fabricada no Estados Unidos, em 1920, a locomotiva modelo Pacifc 404 foi adquirida pela Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, em 1921. Ela funcionou pelas estradas da região até o final da década de 60.
Em 1977, a Maria Fumaça foi doada para a Prefeitura de Bauru. Sua chegada ao bosque, dias antes da inauguração, foi um grande acontecimento na época. A inauguração do bosque, inclusive, ocorreu no espaço que abriga a locomotiva.
Em 2005, o maquinário foi tombado como patrimônio histórico e cultural.
Fundado em 1980
Apesar de ser o bosque mais antigo de Bauru, o local é desconhecido por muita gente. Há quem decida visitá-lo apenas para matar a curiosidade e chegar mais próximo da locomotiva, vista de fora ao longo do trânsito que passa pela rua Araújo Leite.
É o caso, por exemplo, do servente de pedreiro Leandro Henrique de Lima, 40 anos, morador do bairro Nova Esperança, que na última semana, finalmente, conheceu o local, depois de anos passando pelas imediações.
"Eu trabalhei como boleiro na antiga Luso. Sempre observava a locomotiva, mas nunca tive tempo de entrar aqui. Sempre quis ver mais de perto", comenta Lima, que aproveitou o passeio com os filhos Matheus Henrique Araújo de Lima, 6 anos, e Heloísa Helena Araújo de Lima, 5 anos.
"Eu já tinha visto trem pela TV, mas de perto é bem maior e mais legal", dispara Matheus, que não perdeu tempo e subiu na Maria Fumaça para tirar uma foto com o pai e a irmã.
TOLERÂNCIA
Responsável pela manutenção do bosque há 22 anos, Clóvis Alves da Silva explica que é possível subir na parte da frente do maquinário para fotos.
"Existe uma tolerância. O que não permitimos mesmo é a pessoa entrar na locomotiva, porque pode danificar o maquinário", pontua.
A MARIA
Fabricada no Estados Unidos, em 1920, a locomotiva modelo Pacifc 404 foi adquirida pela Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, em 1921. Ela funcionou pelas estradas da região até o final da década de 60.
Em 1977, a Maria Fumaça foi doada para a Prefeitura de Bauru. Sua chegada ao bosque, dias antes da inauguração, foi um grande acontecimento na época. A inauguração do bosque, inclusive, ocorreu no espaço que abriga a locomotiva.
Em 2005, o maquinário foi tombado como patrimônio histórico e cultural.
Atrações
O bosque, segundo a prefeitura, possui extensão de 12 mil metros quadrados. Além da visitação à Maria Fumaça, o local oferece, atualmente, pista para caminhada, playground, pontos de hidratação, fonte, banheiro público, espaço cultural e esportivo, além de pranchas para abdominal, barra de alongamento, barra fixa em meio aos percursos e uma academia ao ar livre.
O local também recebe, com frequência eventos de capoeira, ioga, poesia, entre outros.
Estrutura é privilegiada, mas carece de atenção do poder público
Apesar de privilegiado, o Bosque da Comunidade, assim como os outros três bosques de Bauru, também carece de atenção do governo municipal.
O local ainda não possui banheiro acessível aos deficientes físicos e coleciona buracos nas pistas de caminhada, o que pode machucar frequentadores, principalmente crianças e idosos.
"Há anos pedimos essas melhorias", comenta Clóvis da Silva, responsável pela manutenção.
Nos banheiros, tanto masculino quanto feminino, também faltam torneiras e a limpeza é precária.
Segundo ele, até saco de lixo para as lixeiras tem faltado ultimamente. Outra reclamação é quanto à vigilância do espaço. "Eu mesmo já fui agredido por vândalos aqui, há alguns anos", afirma.
Sobre o assunto, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) informou que, no segundo semestre de 2017, irá realizar um levantamento sobre a demanda deste e de outros bosques da cidade, para planejar e viabilizar as intervenções necessárias.
Oito fatos curiosos sobre o Bosque da Comunidade
Em suas quase quatro décadas de existência, o Bosque da Comunidade passou por diversas situações curiosas e complicadas. Algumas delas são rememoradas com frequência por pessoas que trabalham por lá, frequentam ou frequentavam o local. Conheça algumas dessas curiosidades e situações que foram narradas pelos dois funcionários da unidade, Clóvis da Silva e Flávio Francisco. Os dois possuem mais de 20 anos de "casa".
Em 36 anos, o Bosque "José Guedes de Azevedo" coleciona situações e fatos curiosos que marcaram sua história
Em suas quase quatro décadas de existência, o Bosque da Comunidade passou por diversas situações curiosas e complicadas. Algumas delas são rememoradas com frequência por pessoas que trabalham por lá, frequentam ou frequentavam o local. Conheça algumas dessas curiosidades e situações que foram narradas pelos dois funcionários da unidade, Clóvis da Silva e Flávio Francisco. Os dois possuem mais de 20 anos de "casa".
SERVIÇO
O Bosque da Comunidade fica na quadra 29 da rua Araújo Leite, próximo à Maternidade Santa Isabel. Ele funciona de segunda à sexta, das 6h às 19h30 e aos sábados, domingos e feriados, das 7h às 18h30.