| Aceituno Jr. |
| Marcha das Mulheres |
Para encerrar o mês de março, em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, grupos e coletivos feministas de Bauru realizaram, ontem, a "Marcha das Mulheres: Nenhuma a Menos". Empunhando cartazes e acompanhadas por um carro de som, ao menos 80 pessoas se reuniram em frente à Câmara Municipal e saíram em passeata pela avenida Rodrigues Alves, até a Praça Rui Barbosa.
Além do ato de protesto contra a violência, o machismo e as desigualdades, o evento também teve caráter cultural, com apresentações do Maracatu Baque das Mulheres, show com o grupo de rap feminino Ouro D'Mina e um sarau em parceria com a Frente LGBT Bauru. A marcha foi uma organização de diversos movimentos de Bauru, entre eles o coletivo Abre Alas e Coletivo Negro Kimpa, ambos da Unesp, Comitê de Combate ao Machismo, Secretaria de Mulheres do Sindicato dos Bancários e Frente Feminina de Hip Hop.
Integrante do Comitê de Combate ao Machismo, Francimeire Leme explica que o ato encerra as atividades desenvolvidas pelos grupos, dentro do movimento denominado Março das Mulheres, ao longo deste mês. "Com a marcha, trazemos visibilidade à causa, para que as pessoas nas ruas, mulheres mas também homens, saibam da importância de lutar contra o machismo, para que ambos tenham direitos iguais".
UNIÃO
Mariana Lacava, da Frente Feminina de Hip Hop, comenta que não apenas a marcha, mas todos os debates promovidos pelo Março das Mulheres, contribuíram para unir, pela primeira vez, todos os grupos feministas de Bauru, o que ajuda a fortalecer as pautas relacionadas ás mulheres. "Hoje, reunimos mulheres da periferia, das universidades, mulheres trabalhadoras, estudantes, pessoas, inclusive homens, de todas as idades, cores e credos. E essa diversidade só tem a acrescentar", pontua.
As reivindicações também se estenderam à ampliação das políticas de saúde pública e de melhores oportunidades para as mulheres no mercado de trabalho. Maria Bueno, da Secretaria de Mulheres do Sindicato dos Bancários, frisa que a pauta feminista também se aprofunda no âmbito da política nacional "contra os abusos praticados não apenas pelos patrões, mas também pelo governo".