10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

ALGUNS PAIS ESTÃO EQUIVOCADOS!

Rafael Moia Filho
| Tempo de leitura: 2 min

No Brasil, há algum tempo, uma parcela considerável dos pais pensam e agem como se a nobre tarefa de educar seus filhos pudesse ser terceirizada aos professores da escola infantil, fundamental e até do ensino médio.

Dentro dos limites do lar é onde vocês devem ensinar as crianças a dizer muito obrigado, por favor, me desculpe, sim senhora, sim senhor, bom dia ou boa tarde e muito mais. É tarefa dos pais ensinar uma criança a respeitar o próximo, os mais velhos e, principalmente, dar-se o devido respeito.

Em casa, essas crianças devem aprender valores morais fundamentais na vida de quaisquer seres humanos como, por exemplo, ética, honestidade, pontualidade, solidariedade, asseio e respeito às regras e leis.

Vivemos num país onde os adultos que já foram crianças um dia e não tiveram essa educação dos pais, jogam lixo nas ruas, depredam bens públicos e cometem infrações de trânsito, entre outras barbaridades.

É no lar que se deve dar aos filhos a noção do certo e do errado através de exemplos, pois as palavras se perdem com o tempo, enquanto os bons exemplos ficam gravados na memória das crianças para sempre.

Cabe aos professores ensinar ao longo da vida estudantil de suas crianças, nosso idioma, matemática, história, geografia, física, química, biologia e outros idiomas. Não é tarefa precípua dos educadores profissionais criar seus filhos. Quando muito, os professores conseguem reforçar a educação que eles receberam em casa. Se ela inexiste, fica impossível trabalhar essa questão junto aos alunos.

Participar da educação dos filhos é, além de dar exemplos, educá-los, corrigi-los quando estão errados e até puni-los. Também é estar presente na vida deles na escola. Comparecendo a todas as reuniões, discutindo métodos de ensino e se possível dando sugestões e fazendo críticas junto ao conselho escolar.

Impor limites na educação do lar é fator primordial para que tenhamos adultos que saibam ouvir um não da namorada, da esposa e, principalmente, da vida, sem reagir com violência desnecessária muitas vezes.

Somente assim, poderemos ter, um dia, esperança na juventude que está por vir em futuras gerações. Pois, atualmente, preocupa demais o que estamos vendo nas ruas, nas escolas, nos eventos, onde impera a permissividade, a falta de educação e respeito para com o ser humano, o meio ambiente e até os animais.