| Diego Santos/Bariri Rádio Clube |
| Gilson Carvalho, presidente do sindicato dos servidores, diz que foi agredido pelo presidente da Câmara e familiares do vereador |
Uma confusão na segunda-feira (27) envolvendo o presidente da Câmara de Bariri (56 quilômetros de Bauru) e o presidente do sindicato dos servidores da cidade acabou virando caso de polícia. O segundo alega que foi agredido pelo chefe do Executivo e familiares dele na sede da entidade onde trabalha. Já o vereador, por sua vez, confirma as agressões por parte dos parentes, mas diz que só tentou apartar a briga. A Polícia Civil investiga o caso.
No boletim de ocorrência (BO) registrado pela Polícia Civil, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bariri, Gilson de Souza Carvalho, diz que foi ofendido e ameaçado pelo presidente da Câmara, Vágner Mateus Ferreira (PSD), quando foi até a prefeitura para pedir informações sobre a transferência de local de trabalho de um funcionário sindicalizado.
De acordo com a versão de Carvalho, após a discussão, ele retornou para a sede do sindicato, onde teria sido agredido cerca de cinco minutos depois com socos e chutes pelo presidente da Câmara, juntamente com o pai e o irmão dele. Um funcionário da entidade também ficou ferido ao tentar separar a briga. Segundo o sindicalista, objetos e móveis foram danificados.
Carvalho e o outro servidor foram medicados na Santa Casa da cidade e, na sequência, fizeram exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) de Jaú. Eles registraram um BO por lesão corporal e dano. Nesta terça-feira (28), Vágner procurou a delegacia para registrar um complemento ao BO por difamação, injúria e ameaça contra o presidente do sindicato.
No BO, ele declarou que foi ofendido e ameaçado por Carvalho dentro da prefeitura. O presidente da Câmara afirma que reagiu às provocações dizendo que não admitiria as ofensas, deixando o local na sequência. Ainda segundo a versão dele, quando seu pai e seu irmão souberam por ele do fato, foram até a sede do sindicato tirar satisfações com o sindicalista e o agrediram.
Vágner argumenta que foi atrás dos familiares para tentar impedir a briga, mas não conseguiu, e nega ter participado das agressões. No registro policial, ele revela que, no fim da tarde, o irmão de Carvalho foi até a sede do Legislativo e passou a lhe ameaçar de morte. As duas versões serão investigadas pela Polícia Civil.
'ATAQUES'
Em nota divulgada à imprensa, o presidente da Câmara disse que, desde que assumiu o comando da Casa, em janeiro deste ano, vem sendo alvo de "ataques desonestos e criminosos" nas redes sociais e em "rodinhas de esquina patrocinadas pela oposição". Ele lamentou esse tipo de atitude e declarou que continuará exercendo seu papel de homem público em defesa dos interesses do município.