| Aceituno Jr. |
| Grevistas da Famesp durante manifestação, ocorrida ontem, em frente ao Hospital de Base |
Seguem em greve também funcionários das unidades médicas administradas pela Famesp em Bauru. São elas: os hospitais de Base, Estadual, a Maternidade Santa Isabel e o Ambulatório Médico de Especialidades (AME). O movimento, que começou na última sexta-feira, contava ontem com 250 trabalhadores paralisados, segundo o Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem e Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Bauru e Região (SindSaúde).
Eles reivindicam 9% de reajuste, mas a Famesp ofereceu 3% no salário-base e 18,58% no Vale Alimentação.
Uma audiência de conciliação e instrução está agendada para quinta-feira (6 de abril), no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª. Região, em Campinas.
O MOVIMENTO
Enquanto o impasse não é resolvido, o SindSaúde afirma que mantém percentual mínimo de serviço nas unidades. E 70% em setores como Oncologia e UTI. Segundo o sindicato, apenas cirurgias de urgência e emergência estão sendo realizadas nos hospitais, sendo que as eletivas estão sendo feitas apenas pelo AME.
O número de grevistas, que era de 90 na última sexta, teria aumentado ontem após a adesão de trabalhadores dos setores de manutenção, farmácia e do administrativo.
Sobre a adesão ao movimento, a Famesp diz que contabilizará os números somente hoje.
'LIDAMOS COM VIDAS'
Em nota, a Fundação diz que conta com o bom senso de todos os que aderirem ao movimento paredista.
"Não se trata de uma greve matemática. Lidamos com vidas. Respeitamos o movimento, mas precisamos que as escalas e percentuais sejam respeitados para que o paciente não seja o maior prejudicado; que os prejuízos recaiam sobre nós, gestores, mas jamais sobre os pacientes", afirma o diretor presidente da Famesp, Antônio Rugolo Júnior, em nota.
A entidade afirma ainda que tomará medidas legais para a preservação de direito da Fundação a eventuais prejuízos aos usuários do sistema em casos de descumprimentos do acordo do horário de início das escalas de trabalho e seus respectivos percentuais, que devem ser de no mínimo 70% dos trabalhadores em ação em setores críticos, como UTIs e Hemodiálise, e 30% em unidades como Centro Cirúrgico, realizando somente cirurgias oncológicas e de urgência.