O meia Thomaz teve uma ascensão fulminante no São Paulo. Ele foi contratado na semana passada, foi inscrito no Campeonato Paulista na última sexta-feira, já jogou contra o Linense anteontem e, ontem, foi apresentado oficialmente e ganhou a camisa 19 das mãos do diretor de futebol José Jacobson Neto.
"Eu fui para a Europa muito cedo e acabei perdendo mercado dos clubes grandes do Brasil, então fui para times menores. Aí fiquei três anos na Bolívia e veio a vitrine. Tanto que me nacionalizei boliviano, pois tive convite para jogar pela seleção de lá, mas parece que tem uma lei na Fifa e eu preciso esperar cinco anos. Não posso ser convocado ainda, mas meu pensamento é ser jogador no São Paulo", explicou o meia.
Ele estava no Jorge Wilstermann, da Bolívia, e começou a chamar a atenção dos clubes brasileiros por causa de suas atuações na Libertadores. O jogador de 30 anos acertou contrato válido por três temporadas e espera finalmente mostrar o seu futebol para a torcida de seu próprio país.
"Primeiramente, é uma alegria imensa poder voltar ao clube que me formou, foi aqui que decidi que queria ser jogador de futebol. Clube grande necessita títulos e estou chegando para ajudar. Aqui é a cidade onde nasci, perto dos meus pais e meus amigos, tenho dois filhos e eles podem ficar perto dos avós. É uma oportunidade maravilhosa", disse Thomaz.
O jogador espera entrar rapidamente em forma, pois contra o Palmeiras ele teve uma fratura no dedo e passou por uma pequena cirurgia. "Fiquei uns dias parados e treinei pouco. Vou tentar o mais rápido possível estar 100% para poder ajudar mais. Treinei duas vezes com o grupo e meu objetivo é conhecer mais meus companheiros", afirmou.
TIME
Depois de encaminhar a vaga às semifinais do Paulistão, o São Paulo trabalha com a cabeça na estreia da Copa Sul-Americana. Amanhã, às 19h15, o time do técnico Rogério Ceni encara o argentino Defensa y Justicia, em Buenos Aires. Sem poder contar com Maicon, Wesley e Lugano - expulsos na Libertadores de 2016 -, o treinador precisará fazer alguns ajustes na equipe.
Para isso, o treinador também levará em consideração a condição física de seus comandados. "Aguardo para ver a parte médica, chego duas horas antes para ver o relatório e ter noção exata de cada jogador, da recuperação dos que estão machucados, para depois montar o time para jogar contra o Defensa y Justicia", disse. A estreia do reforço Edimar, ex-Cruzeiro, estava prevista por Rogério Ceni, que terá de refazer seus planos depois do lateral-esquerdo ter sofrido um estiramento no tendão do músculo reto femoral da coxa esquerda.
O esquema tático do Defensa y Justicia é uma das características que chama a atenção de Rogério Ceni. "Jogam no 3-5-2, não encontramos nenhum time que jogasse assim no Paulista. Penso em me adaptar ao esquema deles. Quando muda muito, tem de repensar".