08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Imposto Sindical

Edgard Gobbi
| Tempo de leitura: 1 min

Em entrevista a um jornal, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Filho, defendeu o fim do imposto sindical compulsório que é equivalente ao desconto de um dia de trabalho por ano, independentemente do trabalhador ser filiado ou não a uma entidade de classe, ou seja, Gandra defende um novo modelo de contribuição aos sindicatos, e que não seja obrigatório.

Sempre é bom lembrar que o Brasil é recordista mundial em número de sindicatos, ou seja, 11.050 conforme o Ministério o Trabalho e 16.293 conforme a revista Veja de 26/ 10 /2016. E mais: a "industria sindical" recebeu R$ 3,5 bilhões em 2016, e que não foi fiscalizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) porque o artigo que previa a verificação pelo TCU, foi vetado pelo ex-presidente Lula.

Para reforçar a posição de Gandra, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, chegou a afirmar que a obrigatoriedade do imposto sindical estimula a criação de sindicatos de fachada, e que é um retrocesso, pois somente o trabalhador é que tem de avaliar se deseja ser sócio, e ele se associará se o sindicato tiver representatividade.

Tomará que o projeto do deputado Rogério Marinho (PSDB -RN) acabe de vez com essa vergonha do imposto sindical que contraria o princípio da liberdade sindical, estabelecida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).