08 de julho de 2026
Internacional

EUA e China debatem relações comerciais

Reuters
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nessa quinta-feira (6) o presidente da China, Xi Jinping, em seu retiro na Flórida para encontros hoje, nos quais  irá levantar preocupações de que Pequim deve controlar suas práticas comerciais e fazer mais para conter as ambições nucleares da Coreia do Norte.

Os líderes das duas maiores economias do mundo devem passar algum tempo privado juntos dando início a uma cúpula dominada por questões comerciais e de políticas externas que tem previsão de término em um almoço de negócios ainda nesta sexta-feira (7). Trump prometeu durante sua campanha de 2016 parar com que chamou de roubo de empregos norte-americanos pela China e reconstruir a base manufatureira do país. Muitos operários ajudaram Trump em sua inesperada vitória eleitoral em 8 de novembro e ele quer cumprir a promessa.

"Temos sido tratados injustamente e fizemos acordos comerciais terríveis com a China por muitos, muitos anos. Isto é uma das coisas que iremos conversar", disse Trump a repórteres que viajavam com ele a bordo do Air Force One, o avião presidencial norte-americano.

Trump, ex-magnata imobiliário, ainda tenta encontrar seu ritmo na Casa Branca e precisa apresentar uma estratégia para o que seus assessores chamaram de uma relação comercial baseada no "princípio de reciprocidade".

Ele levou seus principais assessores nacionais e de economia à Flórida para o encontro, incluindo o secretário de Defesa, Jim Mattis, o secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, e o secretário do Comércio, Wilbur Ross.

"Mesmo que compartilhemos um desejo de trabalharmos juntos, os Estados Unidos reconhecem os desafios que a China pode apresentar aos interesses norte-americanos", disse o secretário de Estado, Rex Tillerson, também na Flórida para o encontro. A cúpula coloca junto dois líderes que não poderiam ser mais distintos: Trump, muitas vezes tempestuoso e propenso a publicações nervosas no Twitter, e Xi, externamente calmo, comedido e sem presença conhecida nas redes sociais.

O que preocupa chineses mais do que confrontos políticos é o risco de que o imprevisível Trump possa embaraçar publicamente Xi, após diversos líderes passarem por momentos constrangedores com o novo presidente dos EUA.