09 de julho de 2026
Nacional

Polícia nega que operação causou morte de morador na Cidade de Deus

Por Cristina Indio do Brasil e Douglas Corrêa | ABr
| Tempo de leitura: 2 min

O diretor da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Rodrigo Oliveira, confirmou que agentes da unidade fizeram uma operação nessa sexta-feira (7), nas proximidades da Cidade de Deus, na zona oeste da cidade. Mas afirmou que não é verdadeira a informação de que a operação tenha causado a morte de uma pessoa da comunidade. No mesmo dia à noite houve um protesto de moradores da região contra essa suposta morte. O ato provocou o fechamento das pistas nos dois sentidos da Linha Amarela, que é a principal ligação entre a Barra da Tijuca e a Ilha do Governador, com acessos à Linha Vermelha e à Avenida Brasil, na zona norte.

O diretor da Core informou que a operação da manhã foi para realizar um trabalho de rotina para observação, checagem e mapeamento da região, classificada por ele como uma praxe da atividade policial. Oliveira disse que as equipes deixaram o local às 14h30, sem o registro de qualquer tipo de incidente nem com relação a troca de tiros, nem com confronto com criminosos.

Linha Amarela

O Centro de Operações da Prefeitura do Rio informou que o município retornou ao estágio de normalidade às 21h, com a liberação nos dois sentidos das pistas da Linha Amarela, na altura da Cidade de Deus. No trecho, o trânsito ficou interrompido por duas horas em meio a um clima de tensão. Motoristas chegaram a se esconder nas laterais dos carros. A Concessionária Lamsa, que administra a via, informou que a pista em direção à Ilha do Governador foi liberada às 20h30 e dez minutos depois no sentido Barra da Tijuca. Segundo a Lamsa o trânsito é bom no momento.

O Centro de Operação tinha anunciado o estágio de atenção no município às 19h25, por causa do impacto em diversas áreas da cidade após o fechamento total da Linha Amarela. Segundo o órgão, equipes da Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio (CET-Rio), da Guarda Municipal e da Lamsa atuam para minimizar os impactos da interdição no tráfego da cidade.