10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Bovespa cai 1,67% no dia e perde 2,74% na semana


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O Índice Bovespa caiu 1,67% em seu terceiro pregão consecutivo de perdas, geradas pelo nervosismo do investidor diante das incertezas dos cenários interno e externo. Com isso, o indicador terminou o dia aos 62.826,27 pontos, menor cotação desde 11 de janeiro (62.446,26). A semana, marcada pela revelação da Lista de Fachin, terminou com perdas acumuladas de 2,74%.

Apesar da influência negativa do mercado internacional, profissionais do mercado afirmam que o cenário político doméstico permaneceu como principal fonte de preocupação dos investidores. Evidência desses relatos é a queda expressiva de ações de empresas de controle público, que melhor refletem o risco político no mercado de ações. Banco do Brasil ON despencou 5,20%, Eletrobras PNB perdeu 3,71% e Petrobras ON e PN cederam 4,48% e 3,89%, respectivamente.

Em um dos momentos mais tensos do dia, o mercado deu sinais de estresse com a notícia de que os EUA lançaram uma bomba no leste do Afeganistão. As bolsas americanas reagiram com queda e o Ibovespa acompanhou, puxado pelas ações da Petrobras e dos bancos. O setor financeiro, aliás, foi determinante para o resultado final do Ibovespa. Responsável por mais de 25% da composição do índice, os papéis de bancos foram alvo de ordens de venda durante quase todo o pregão, liderados por Banco do Brasil. As quedas também foram relacionadas ao risco político. Itaú Unibanco PN caiu 1,82% e Bradesco PN perdeu 3,05%.

Em meio às quedas quase generalizadas, as ações da Vale tiveram um pregão de tímida recuperação. Depois das perdas expressivas geradas nos últimos dias pelas variações do minério de ferro na China, Vale PNA subiu 0,96%, enquanto Vale ON manteve-se estável.