Mereço, pois, muito, mesmo que em demasia confuso sou. Enalteço o brio de tuas palavras, apenas quando por mim ditadas e esclarecidas. Todas tão completas e claras, são poucas, porém completas... Adonde somos se não por aqui estamos?
Murmuro angústias, todas advindas de lá, não mais de cá. Outorgado de entrada, transgredido na tua partida sem mim. Recuo em mim, acho-me completo todavia em ti. Fulguras sobre nossas cascas trincadas, as vestes que vês já perdidas aqui ainda são. Obliquo sejas teu ego, não há limites, portanto: porto e comporto em mim os meus pesares.
Balbucio todo nosso desfecho, apenas por contentamento momentâneo, tudo passa... Iniciamos o ciclo eterno de estarmos mais nos erros do que em nossos sonhos. Começo em si não significa que quando nós lá estaremo-nos haverá a ausência do eu. Sim há! Obcecados pelo controle somos tu e eu. Mais tu, sim.
Sejamos como o vidro, se preciso for. Não deixemos expostas nossas rachaduras, entretanto...
PS: (...) somos, pois todos metamorfóbicos...