08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O prazer de viver

Katya Sette - assistente social e pedagoga
| Tempo de leitura: 2 min

Homenagem ao Senhor Renato Barban. Viver é mesmo muito misterioso. Parece que foi ontem que nascemos e que vivemos os conflitos da infância, as briguinhas com os irmãos, a necessidade de brincar, o lúdico presente em todos os momentos vividos, a conquista das amizades, a contemplação dos problemas dos adultos, a perplexidade das primeiras perdas. A construção silenciosa das "faltas". O que faltou na infância? Não importa, o rio segue seu curso normal e sorrateiro, a vida continua. Na adolescência, já acumulamos muitos momentos felizes, mas já temos nossos entraves, desejos não realizados. Quem sou? Pra onde vou? O que desejo?

Ficou difícil até então carregar o barquinho que vai pelo rio somente de momentos alegres. Há que se construir a fase adulta com a melhor qualidade possível. É possível? Lá se foram as brincadeiras, os sonhos da adolescência. Se constituir agora como "humano", numa espécie que tem como pressuposto a inteligência, a capacidade de "pensar", abandonar os traumas já adquiridos e se fazer "humanizado" com defeitos e qualidades... adulto! Nascemos da espécie humana, mas precisamos evoluir... processo que demanda muita aprendizagem e muitas caídas e levantadas.

E o que restou da experiência de toda vida, agora que já conseguimos adentrar na fase mais que adulta (terceira idade?) O que restou dos sonhos? Das ações? E o que somos hoje? Passado e presente, sonho e liberdade... maturidade!

Não temos nenhuma dúvida que somos hoje, com certeza, frutos de uma ligação forte com o passado. Um passado construído com a nossa história, recheada de encontros e desencontros. O que mesmo que fizemos de errado e gostaríamos de corrigir? Não importa, estamos prontos para viver o "hoje", numa simbiose total com nosso habitat, com nossa terra, com as estrelas, preparados para viver as surpresas de um futuro e se deliciar com os mistérios ocultos de nossa existência!