Pobre de direita: liberal radical, defende no grito a propriedade privada e o acúmulo infinito de capital. Funcionário, luta a favor do que não é: patrão... Sua ideologia o aliena; esquece-se de qual lugar social realmente ocupa.
Até que, enfim, já inútil ao chefe, o capitalista lhe lembra o básico: "Você não é pra dar opinião! É só pra ler o que eu escrevo! E se quiser fazer política, que seja fora daqui"; humilhação pública. Eis o prêmio histórico do pobre de direita: a ingratidão (e o chicote) daquele a quem ele mais serve.