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| Frei Luciano Barbosa vive pela 1ª vez o tempo pascal como padre |
| Irmãs Susana, Jucélia, Ana Cristina, Djanira, Renata, Maria Inês, Paola e Ilda: Páscoa intensa |
Procissões e missas, confissões, retiros, encenações da Paixão de Cristo, celebração da morte e, depois, festa da ressurreição... Ufa! A Semana Santa é intensa para os católicos que assumem a missão de viver e propagar a fé em Jesus, nas mais diversas funções na comunidade.
Prova disso é a extensa programação das Irmãs Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, que vivem em grupos nas quatro casas da congregação em Bauru. As religiosas participam das cerimônias nas paróquias próximas de cada residência, fazem retiro espiritual, intensificam as orações e têm momentos em que todas se reúnem, incluindo irmãs de outras cidades.
Foi assim nesse domingo (16), quando se confraternizaram durante o almoço de Páscoa, em que cada comunidade contribui com parte do cardápio. "Fazemos do domingo um dia para oração, convivência fraterna, leitura, estudo e descanso", conta a irmã Jucélia Melo, superiora da comunidade religiosa da Universidade do Sagrado Coração (USC).
Esse domingo, em especial. "Procuramos viver intensamente o tempo pascal, com a certeza de que Jesus vive e está em nosso meio. Maria e as mulheres acreditaram que a vida de Jesus não terminou no calvário e foram as primeiras testemunhas da Ressurreição".
A data também é propícia para entrar em contato com pessoas queridas que estão longe. "Falamos com nossos familiares e amigos e, creio que, como a maioria das pessoas, muitas mensagens são via WhatsApp. Também enviamos mensagem eletrônica à comunidade universitária, às autoridades eclesiásticas e às comunidades religiosas, dentre outras", comenta a religiosa.
EXPERIÊNCIA NOVA
Para o frei Luciano Barbosa, da Congregação Missionária de Santo Inácio de Antioquia, essa Páscoa teve um sabor ainda mais especial: foi a primeira que ele viveu como padre. Ordenado há sete meses, esteve à frente das cerimônias na Paróquia São Paulo Apóstolo, em Bauru, e participou também em outras igrejas, totalizando 10 celebrações do Domingo de Ramos ao de Páscoa, sendo que presidiu três missas só nesse domingo (16).
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| Confraternização: Fernando, Leandro, Frei Luciano, Frei Alfredo, Pierre, Moraes e Frei Emerson |
"Apesar do cansaço físico, me sinto enriquecido espiritualmente pelo conteúdo da liturgia e pela alegria do povo. É bonito de ver a total entrega e dedicação das pessoas; a participação foi maciça em todos os sentidos", partilha.
Com a comunidade, ele cumpriu propostas de oração e solidariedade durante a Quaresma justamente em preparação para este momento. "Além de celebrar o triunfo da vida sobre a morte, chegar à Páscoa deu uma sensação de dever cumprido, foi uma grande satisfação".
Além das missas, a comemoração do tão esperado domingo contou com café festivo com paroquianos e almoço com os irmãos de congregação na casa de uma família da comunidade. "Vivemos juntos em três freis e quatro postulantes, que são como seminaristas, e com frequência convivemos com os oblatos, leigos que vivem o nosso carisma inaciano. São pessoas que zelam pela nossa vocação, que cuidam de nós; é uma extensão da família", afirma o religioso que tem parentes vivendo em São Paulo.
ECLESIAL E FAMILIAR
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| Luiza, Fernanda, Pedro, Renato e o diácono José Luiz Faco, no almoço de Páscoa em família |
O diácono permanente faz parte do clero e tem esposa e filhos. Ele recebe o primeiro grau da ordem, o diaconato, já sendo casado. Um dos homens que exerce essa função em Bauru é José Luiz Faco. O interessante é que ele concilia a agenda cheia das cerimônias da Semana Santa e Páscoa com a convivência em família, tão valorizada nestas datas especiais.
Ligado à Paróquia São Judas Tadeu, nesse domingo (16) ele participou das cerimônias e não abriu mão de almoçar com a esposa Luiza, o filho Renato, a nora Fernanda e o netinho Pedro. Eles possuem outros dois filhos e mais quatro netos, que moram em outras cidades.
"A Páscoa é passagem e acontece diariamente. Todo dia a gente deve morrer para as coisas ruins e nascer para as novas. Melhorar é um processo de conversão para a vida toda", enfatiza o diácono.
E de acordo com José Luiz, a cada Páscoa, é possível se aprofundar um pouco mais. "O momento é propício para refletir, desapegar e lembrar que estamos aqui de passagem e precisamos viver bem o dia de hoje, embora a morte não seja o fim, mas o começo de uma vida nova na casa do Pai", conclui.