Passadas as festividades de Páscoa e o "feriadão", é hora de focar e voltar firme à rotina. Só que não! Outros dois feriados prolongados estão previstos para esta e para a próxima semana. São eles: o Tiradentes, comemorado nesta sexta-feira (21), e o Dia do Trabalhador, comemorado no primeiro dia de maio, que cairá exatamente em uma segunda-feira.
As folgas sequenciais, no entanto, dividem opiniões e parecem não agradar tanto assim, já que caem próximas ao final de mês, período de "grana curta" para muita gente.
Economista, Fernando Pinho lembra ainda que o excesso de "feriadões" previstos para este ano é sinônimo de má notícia para indústrias e empresas, por ajudar a baixar ainda mais a produtividade (leia mais abaixo).
Após essas datas, o próximo feriado será o de Corpus Christi e cairá em uma quinta-feira, 15 de junho. A data, geralmente, é emendada apenas por órgãos públicos, escolas e a minoria das empresas (veja o calendário no quadro acima).
| Aceituno Jr. |
| Adriana e José Guerreiro irão passar o 'feriadão' em Itapuí |
DESCANSO
Funcionários públicos e, portanto, com o feriadão de três dias de descanso garantido, o técnico em laboratório José Guerreiro, de 50 anos, e a assistente social Adriana Guerreiro, e 49 anos, pretendem viajar 44 quilômetros até Itapuí e passar o feriado de Tiradentes e o final de semana na casa dos filhos.
"Recebemos eles em nossa casa na Páscoa. Agora, iremos para lá, passear com o neto e sair um pouco de Bauru", comenta José. "As opções são diversificadas. Dá pra ir a ranchos, na prainha e, no fim do dia, comer lanche na praça", completa Adriana. "É uma viagem curta, mas é o que dá para fazer, já que a grana no final do mês não permite muita coisa", acrescenta a assistente social.
PREJUÍZO?
Já o vendedor Victor Souza, de 23 anos, mostra-se mais preocupado com o prejuízo que um dia a menos de vendas pode gerar. "Espero que o sábado seja bem movimentado para compensar o feriado de sexta. Quanto mais vendas, maior a comissão. E, com essa crise, não dá para brincar", pontua o rapaz.
Victor, assim como a várias pessoas que trabalham no comércio, terá apenas a sexta-feira de folga nesta semana, trabalhando no sábado. E, no primeiro dia de maio, o domingo e a segunda-feira de descanso. "Como é pouco tempo, não dá nem para viajar. Vou ficar por Bauru mesmo e pegar um cinema ou combinar de jogar boliche com os amigos", conclui o jovem.
Contramão
Na avaliação do economista Fernando Pinho, tantos descansos prolongados no ano, em meio ao cenário de retração, prejudicam a economia. "As empresas estão tentando se reanimar e os 'feriadões' vêm na contramão disso. Os empresários têm menos tempo de produzir e faturar, e os encargos tributários continuam os mesmos. O prejuízo é bilionário", critica Pinho.
"Os 'feriadões' prejudicam até os que estão desempregados e vivendo de bicos. No setor de vendas, então, nem se fala. As estâncias turísticas e as praias são as únicas que faturam ", completa o economista.