09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Não há lírios no pântano

Marcos Vieira da Silva - Iacanga
| Tempo de leitura: 1 min

Desde a terça-feira, 11 de abril do corrente ano, que eu, como bom brasileiro que penso ser, apesar do insistente jargão de que o povo desta terra "não desiste nunca", ante a esse dantesco episódio da lista do sr. Fachin, acho que estou quase desistindo, desestimulado pela avassaladora onda de falta de vergonha e excesso de cara-de-pau dos nossos nada nobres membros da politicalha nacional.

Naquele dia, um tsunami por certo que invadiu casa lar do nosso imenso território, quando o "Jornal Nacional", em primeira mão, divulgou a famigerada lista do ministro do STF, enquadrando os políticos com pe minúsculo, todos, ou quase todos, envolvidos nas maracutaias da mais corrupta das empreiteiras.

Com efeito, confesso então que, na condição de brasileiro, estou perplexamente envergonhado e profundamente decepcionado com a falsa, decadente, corrupta e imoral classe política dominante neste país, um dia descoberto por Cabral, e que não fica nem levemente ruborizada quando vem à tona desse imenso lodaçal a avalanche de informações a cerca dessa promíscua e fétida relação políticos-empresários.

Resumo da ópera: tal e qual no passado, quando o inimigo era tão somente as pequenas formigas saúvas, ou o Brasil, através da profícua e eficiente Operação Lava-Jato, extermina de uma vez por todas com essa nefasta praga, ou o país sucumbirá, e outros valores, altamente negativos, é quem darão as cartas nesta terra brasilis.