| Fotos: Samantha Ciuffa |
| Ogum, ou São Jorge, era um general que atuava em Capadócia, na Turquia |
| A caminhada partiu da quadra 20 da avenida Getúlio Vargas rumo à Praça Portugal |
| O presidente da Feceuba, Evando Fernandes do Amaral, o Evandro de Ogum, falou sobre o orixá: "Ele é representado matando um dragão, que simboliza os problemas que temos dentro de nós" |
A avenida Getúlio Vargas, em Bauru, foi tomada pelo branco das roupas dos fiéis a Ogum, o orixá da guerra, demanda e luta - ou o São Jorge, para os católicos - durante toda a manhã desse domingo (23), data em que ele é celebrado.
Presidente da Federação de Umbanda e Candomblé do Estado de São Paulo - Reino de Oxalá (Feucro), Rubens Amaro explica que esta é a primeira vez em que a entidade, em parceria com a Federação de Umbanda e Praticantes de Candomblé do Estado de São Paulo (Feceuba), promove uma iniciativa do tipo.
A caminhada partiu da quadra 20 da avenida Getúlio Vargas rumo à Praça Portugal, onde houve a apresentação da cantora Joelma Moura, do grupo Balaio de Sinhá, também em homenagem ao orixá.
O presidente da Feceuba, Evando Fernandes do Amaral, o Evandro de Ogum, explica que Ogum era um general que atuava em Capadócia, na Turquia. "Ele é representado matando um dragão, que simboliza os problemas que temos dentro de nós", observa.
OGUNHÊ!
"Ogunhê" ou "Salve, Jorge"! Estas são as saudações destinadas ao orixá, cuja data é celebrada em todo 23 de abril. Ogum ou Ogulê é, na mitologia yorubá, o orixá ferreiro, senhor do ferro, da guerra, da agricultura e da tecnologia. O próprio Ogum forjava suas ferramentas, tanto para a caça quanto para a agricultura e a guerra.
Na África, o seu culto é restrito aos homens e existiam templos em Ondo, Ekiti e Oyo. Ogum é considerado o principal orixá a descer do Orun (céu) para o Aiye (terra), após a criação: um dos semideuses visando a uma futura vida humana.
Em comemoração a tal acontecimento, um de seus vários nomes é Oriki ou Osin Imole, que significa o "primeiro orixá a vir para a Terra". Ogum foi, provavelmente, a primeira divindade cultuada pelos povos yorubá da África Ocidental.