| Facebook/Reprodução |
| Beatriz Santana, 21, era estudante de pedagogia |
Foi identificada a jovem que morreu atropelada na noite do último domingo (23) na rodovia Cezário José de Castilho (SP-321), a Bauru-Iacanga. Trata-se de Beatriz Santana, de 21 anos. Moradora de Agudos, ela morreu antes mesmo da chegada do socorro. Como não portava documentos, sua identidade só foi confirmada horas após o atropelamento, ocorrido por volta das 21h20, no quilômetro 349 mais 500 metros da rodovia.
Segundo boletim de ocorrência (BO), condutora do VW/UP branco, que atingiu a vítima, uma mulher de 36 anos teve ferimentos leves e foi atendida por uma equipe do Serviço do Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Minutos antes de ser atingida, Beatriz estaria em uma festa com música eletrônica, a cerca de um quilômetro do local de onde foi atropelada (leia mais ao lado).
APURAÇÕES
O caso foi registrado pelo delegado plantonista Mario Henrique Ramos como homicídio culposo (quando não há intenção de matar) na direção de veículo automotor.
A polícia, no entanto, procura por outros quatro jovens que estariam na companhia da vítima e que teriam saído com ela do evento para esclarecer as reais circunstâncias do acidente. A informação foi repassada à polícia pelo organizador da festa, que foi arrolado no BO.
"A condutora fala que ela pulou na frente do carro. Há informações também de que ela estava correndo a pé, mas sendo acompanhada por esses amigos desde o momento em que saiu da festa e que já teria tentado se jogar na frente de outros carros", pontua o delegado. "Mas por que ninguém tentou segurá-la? Foi acidente, suicídio ou ela foi induzida a se jogar? Houve omissão de socorro dos amigos? Tudo isso deve ser esclarecido", pontua o delegado.
Ainda segundo Ramos, não havia evidências de estupro. As roupas da jovem não foram encontradas.
O delegado plantonista solicitou exame toxicológico da vítima.
|
Festa clandestina
A festa da qual a vítima participava minutos antes de morrer não possuía alvará. A informação consta no BO e foi confirmada pelo próprio organizador do evento à polícia e ao JC. “Ela foi organizada antes da lei ser sancionada, não ia dar tempo de pedir alvará, mas estava tudo correto. Tínhamos ambulância com enfermeira e seguranças”, afirma o rapaz de 21 anos. Responsável pela vigilância e aplicação da lei, a Seplan informou que irá avaliar o caso junto ao setor jurídico. “Não recebemos denúncia sobre essa festa. Se houve a identificação do organizador, é possível a aplicação de penalidade a ele, mesmo que o evento já tenha ocorrido. O proprietário que alugou espaço também poderá responder”, pontua a secretária Letícia Kirchner.
|