09 de julho de 2026
Geral

Correios de Bauru aderem paralisação da categoria

Ana Borges
| Tempo de leitura: 2 min

Por unanimidade, os funcionários dos Correios de Bauru deflagraram greve, na noite desta quarta-feira (26), em assembleia realizada na sede sindical. A greve local segue o movimento nacional.  

Com a paralisação, a categoria se posiciona contra o fechamento de agências dos Correios e a suspensão das férias dos colaboradores.

Ainda na manhã desta quinta-feira (27), cerca de 100 funcionários realizaram um ato em frente à diretoria regional dos Correios, na cidade. 

O cálculo é da assessoria de imprensa do Sindecteb. O sindicato informa ainda que o setor de encomendas e os carteiros foram os segmentos com maior adesão à greve, que atinge cerca de 90% dos funcionários.

Em nota, os Correios informaram que o atendimento à população segue normalmente em todo o país. Os Correios estão operando normalmente em todos os Estados. A paralisação parcial dos trabalhadores dos Correios, que ocorre nesta quinta-feira (27), não afeta o atendimento à população. As agências estão abertas em todas as regiões do país e serviços como Sedex e Banco Postal estão disponíveis. Somente os serviços com hora marcada (Sedex 10, Sedex 12 e Sedex Hoje) estão suspensos.

Levantamento parcial realizado na manhã de hoje mostra que 86,31% do efetivo total dos Correios no Brasil está presente e trabalhando – essa número é apurado por meio de sistema eletrônico de presença.  Segundo os Correios, 83% do efetivo cumpre jornada normal de trabalho. 

De acordo com a empresa, o movimento concentra-se, principalmente, na área operacional. Mesmo assim, em algumas unidades, muitos empregados estão sendo impedidos, pelos sindicatos, de entrar em seus locais de trabalho. Os Correios já estão adotando as medidas necessárias, inclusive jurídicas, para resolver esses casos pontuais.

Os Correios esclarecem, ainda, que o movimento sindical reivindica, entre outras medidas, a reforma da Previdência e Trabalhista, que são temas de cunho constitucional e de políticas governamentais dos quais os Correios não possuem governabilidade, não havendo qualquer possibilidade de tais temas serem objetos de pautas de negociações entre a empresa e as entidades representativas dos empregados.

Ricardo Coslove/Divulgação 
Na manhã de hoje, cerca de 100 funcionários realizaram ato em frente à diretoria dos Correios