11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Bovespa fecha em queda pelo 2º dia; Vale recua mais de 4%


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Guiada por diferentes influências, a Bovespa teve um desempenho majoritariamente negativo comandado por ações ligadas a commodities. Resultados corporativos, oscilações internacionais e cenário político doméstico foram algumas das variáveis do dia. Também não fugiram da atenção dos investidores os movimentos de greve e manifestações populares previstos para hoje, embora em segundo plano. Após alternar movimentos de alta e baixa, o Índice Bovespa terminou o dia aos 64.676,55 pontos, com queda de 0,29%. Os negócios somaram R$ 7,75 bilhões.

Para a greve geral convocada para hoje, com expectativa de atos de protesto contra as reformas ao longo do fim de semana prolongado, o sentimento no mercado era de "esperar para ver o alcance". A leitura é de que o tamanho da adesão aos movimentos será diretamente proporcional à pressão sobre políticos que estão atentos às eleições de 2018.

O balanço financeiro considerado forte no primeiro trimestre não foi suficiente para garantir alta às ações da Vale, que acabaram sendo arrastadas pelas quedas de outras mineradoras pelo mundo. Vale ON e PNA perderam 3,25% e 4,33%, respectivamente. O setor de siderurgia acompanhou o movimento teve como destaques CSN ON (-4,28%) e Usiminas PNA (-2,81%). Já a queda dos preços do petróleo foi determinante para as perdas das ações da Petrobras, que foram de 1,53% (ON) e 1,93% (PN).

O contraponto ficou com os papéis do setor financeiro, que operaram em alta, limitando as perdas provocadas por outras ações. Operadores apontaram a boa recepção do mercado aos balanços corporativos divulgados entre anteontem e ontem como fator de alta. Bradesco PN terminou o dia em alta de 2,92%. Banco do Brasil ON avançou 1,4% e Itaú Unibanco PN, 0,57%.