As ações das empresas ligadas a commodities tiveram uma sessão de recuperação e sustentaram o Índice Bovespa em alta durante praticamente todo o dia. Com o maior apetite do investidor no último dia útil de abril, o indicador recuperou o patamar dos 65 mil pontos, terminando o dia em alta de 1,12%, aos 65.403,24 pontos, na máxima do dia. No acumulado do mês, houve alta de 0,65%.
A valorização dos preços do petróleo, recuperando perdas recentes, foi fundamental para o bom desempenho das ações da Petrobras. Apesar de ainda persistirem dúvidas quanto à extensão do acordo para conter a produção e apoiar os preços, a commodity subiu nas bolsas de Nova York e Londres. As ações da Petrobras terminaram o dia com ganhos de 1,13% (ON) e de 1,75% (PN). Já a alta de 3,58% do minério de ferro garantiu um dia de ganhos para mineradoras em todo o mundo e levou os papéis da Vale a valorizações de 2,39% (ON) e 2,58% (PN).
A chegada do Ibovespa ao fechamento na máxima do dia foi atribuída por operadores a dois fatores. Um deles é o ajuste à nova carteira teórica do índice, que vai vigorar entre maio e agosto deste ano. Um dos destaques da terceira prévia da carteira foi a inclusão de Eletrobras PNB, que subiu 3,15%. Outro fator apontado como motivo para a puxada nos minutos finais foi a busca por gestores por um melhor desempenho em suas carteiras no final do mês.
A alta de 0,65% em abril é considerada entre muitos analistas um resultado bastante positivo, dada a volatilidade vista no mercado de ações em abril.
Mais uma vez o mercado de câmbio teve um dia bastante volátil e fechou em R$ 3,175, queda de 0,22%. Passada a definição da Ptax e à medida que os receios com a greve geral iam se dissipando, o dólar passou a cair, em linha com o enfraquecimento da moeda no Exterior e também com um movimento de correção, após 3 altas seguidas.