O Ministério da Saúde divulgou uma pesquisa, na semana passada, que mostra que o brasileiro está mais obeso, com maior propensão a hipertensão e diabetes. Diante disso, como andam os pequenos? Especialistas alertam que os principais problemas de saúde sofridos por crianças obesas podem chegar até a idade adulta.
"A obesidade infantil vem crescendo em níveis alarmantes. Esse aumento pode estar associado a maus hábitos alimentares, maior oferta e distribuição de alimentos industrializados. O aleitamento materno tem papel fundamental na prevenção da obesidade infantil e adulta, uma vez que a qualidade do leite materno está diretamente ligada à alimentação da mãe", diz a nutricionista Carla Navarrete.
Entre as consequências para a criança, estão problemas hormonais, ortopédicos e psicológicos. Há ainda a alteração de perfil lipídico, hipertensão arterial e resistência a insulina, uma tríade chamada de síndrome metabólica.
"São crianças que terão maior risco de desenvolverem placas nas paredes sanguíneas, o que reduz o fluxo de sangue nos tecidos de órgãos muito importantes - como cérebro, coração e rins -, aumenta a pressão arterial e sobrecarrega todo o organismo", alerta o pediatra Antonio Carlos Turner.
Para ele, os pais devem priorizar a vida ao ar livre. O excesso de peso em crianças avança nos primeiros anos de vida e é em muitos casos agravado pelo sedentarismo e pela ingestão de comida industrializada, em detrimento de alimentos preparados em casa e vegetais.
A nutricionista sugere que a alimentação das crianças deve ter frutas, verduras, carboidratos e proteínas, compondo uma dieta colorida, atrativa e saborosa.
"Os hábitos alimentares da família são de extrema importância na vida das crianças, já que eles observam e costumam repetir o que vivenciam em casa", diz Carla.