09 de julho de 2026
Política

Só 6 partidos têm diretório local

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

A Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que obriga os partidos políticos a ter diretório municipal, ou seja, com representantes eleitos, deve gerar correria nas agremiações em Bauru. Isso porque o prazo para a adequação era até 2016, mas foi prorrogado duas vezes, e agora termina em 3 de agosto. Se não houver nenhum novo adiamento, são três meses para as legendas colocarem a casa em ordem.

Em Bauru, são 26 siglas com alguma representação local, segundo o TSE, em consulta realizada na última sexta-feira. Destas, apenas seis já são organizadas com diretórios, ou seja, 23% do total. E ainda assim, dois deles estão com alguma pendência (veja quadro abaixo).

Todas as outras agremiações possuem apenas comissões provisórias, que não são eleitas, mas nomeadas pelos comandos estaduais. Dos partidos com vereadores atualmente, apenas dois contam com diretório: o PMDB, presidido pelo ex-parlamentar Renato Purini, e o PV, que tem à frente o atual vereador Natalino da Pousada - em breve, Raul Gonçalves Paula é quem deve assumir a direção local.

PCdoB, PSTU, PT e PCO também estão organizados com Diretórios, mas não possuem parlamentares no atual mandato. O primeiro ainda participa do governo, pois a presidente Majô Jandreice é chefe de Gabinete do prefeito Clodoaldo Gazzetta. Dos partidos organizados com diretório, PSOL, PMDB, PCO e PV lançaram candidato próprio ao Palácio das Cerejeiras no ano passado. PSD e PRB, que tem comissão provisória, foram os outros partidos a lançar cabeça de chapa.

O prefeito Clodoaldo Gazzetta é do PSD, dirigido por Comissão Provisória presidida por Elizeu Eclair (que é também o presidente da Emdurb). Gazzetta aparece no site do TSE como vice-presidente da sigla no município. Além do PSD, que possuí uma cadeira no Legislativo, os demais partidos representados na Câmara Municipal sem Diretório neste momento são o DEM, PDT, PP, PPS, PSB, PSC, PRB, PTB e Solidariedade.

VIDA ORGÂNICA

A diferença principal entre diretório e comissão provisória é a representatividade das lideranças partidárias. As comissões são nomeadas pelo Diretório Estadual, e são mais suscetíveis, em tese, a interferências de instâncias superiores, como os comandos estadual e nacional da legenda.

Já os diretórios são eleitos pelos filiados no município, e com isso, devem ganhar mais liberdade para administrar as questões locais do partido, promovendo ainda a vida orgânica da sigla na cidade, e não apenas em períodos eleitorais.

As comissões também podem organizar o partido organicamente, porém sem a obrigatoriedade de seus líderes passarem pelo crivo dos filiados, a cobrança para que o partido tenha encontros e discussões frequentes diminui.

Recorde na Câmara

A grande quantidade de partidos no Brasil (mais de 30) se reflete também em Bauru. Na última eleição, a cidade bateu o recorde de número de legendas que elegeu ao menos um vereador. Nada menos do que 12 siglas ocupam as 17 cadeiras do Poder Legislativo local. Até a legislatura passada, o máximo registrado foi de nove agremiações diferentes compondo a Casa. Ao contrário de outras eleições, desta vez não há partidos com três ou quatro representantes. As cinco maiores bancadas possuem dois vereadores cada. O PPS elegeu Roger Barude e Ricardo Loquete 'Cabelo', o PV conta com Natalino Davi da Silva (Natalino da Pousada) e Carlinhos do PS, o DEM tem Chiara Ranieri e José Roberto Martins Segalla, o PP elegeu Fábio Manfrinato e Markinho Souza e o PDT colocou Manoel Losila e Sandro Bussola - este último é o presidente da Câmara. Já os demais sete partidos contam com um vereador: Telma Gobbi no Solidariedade (SD), Pastor Luiz Barbosa no PRB, Miltinho Sardin no PTB, Coronel Meira no PSB, Serginho Brum no PSD, Yasmim Nascimento no PSC e Carlão do Gás no PMDB.