11 de julho de 2026
Política

Dossiê entregue ao MP, Câmara e imprensa será analisado por vereadores

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

Um dossiê elaborado pelo empresário Francisco José Guglielmi Ranieri foi enviado nessa quarta-feira (3) à Câmara Municipal, ao Ministério Público (MP) Estadual, Ministério Público (MP) Federal e imprensa, contendo denúncias de supostas irregularidades de pagamento da Cohab à empresa Jakef Engenharia e Comércio Ltda, da qual Ranieri foi ou é sócio.

O extenso calhamaço de documentos está sendo analisado com cautela pelo JC, que o recebeu somente nessa quarta (3), e por isso mesmo não estamos entrando no mérito das informações que nele constam, para não incorrermos em uma divulgação precipitada. Nem divulgaremos as mesmas até que fique clara a consistência das denúncias.

Outro motivo para a cautela na divulgação do conteúdo é que procuramos nessa quarta, no final da tarde e à noite, as partes citadas, mas não conseguimos fazer contato. A Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara, presidida pelo vereador Markinho Souza (PP), e a Comissão de Justiça da Câmara, presidida pela vereadora Telma Gobbi (SD), agendaram reunião pública para essa sexta-feira (5), às 10h30, na sede do Poder Legislativo, para buscar esclarecimentos sobre os fatos narrados no dossiê. O presidente da Cohab, Edison Bastos Gasparini Jr., foi chamado para prestar informações a respeito das denúncias.

Além desta reunião, a Casa de Leis também já marcou uma audiência pública para debater as contas da Cohab, no dia 25 de maio (quinta-feira), às 9h. Além de Gasparini Jr., foram chamados também para a audiência os secretários municipais Everson Demarchi (Finanças) e Toninho Garms (Negócios Jurídicos).

Um dos motivadores da convocação é a reprovação das contas da companhia habitacional, pelo quarto ano seguido, relativo a 2013, no Tribunal de Contas do Estado (TCE) e a dívida da Cohab, que chega perto de R$ 400 milhões com o FGTS, além do custo com a manuten- ção e funcionários. Nos últimos dias, pelo menos 15 pessoas com cargos de assessoramento foram demitidas, após o apontamento do TCE.