11 de julho de 2026
Polícia

Homem que acertou tiro na companheira da mãe é condenado a sete anos de prisão

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Bruno Freitas
O metalúrgico Airton de Oliveira Lima está preso desde 2015

Após passar por júri popular, na última quinta-feira (4), o metalúrgico Airton Diego de Oliveira Lima foi condenado a 7 anos de reclusão, em regime fechado, por tentativa de homicídio qualificado. Em 2015, o rapaz - na época, com 20 anos - atirou contra a companheira da mãe e confessou que não aceitava a relação entre as mulheres, mas diz que só o fez porque era ameaçado pela vítima.

Conforme o JC noticiou, Airton baleou a namorada da mãe na manhã do dia 9 de fevereiro de 2015, na casa onde elas moram, no bairro Santa Edwirges, em Bauru. Na época, o rapaz confessou que não aceitava a relação entre as mulheres, mas só atirou porque era ameaçado pela vítima.

Segundo testemunhas, o jovem pediu para entrar na casa da mãe, que fica na quadra 6 da alameda Vênus. Posteriormente, Airton solicitou um copo de leite. Aproveitando a distração, o rapaz tentou forçar a porta do quarto onde estava a companheira dela.

A vítima conseguiu segurar a fechadura do outro lado, mas Airton atirou. Mesmo se colocando atrás da porta, a mulher foi atingida no abdome. Ela foi socorrida pelo Samu e recebeu os primeiros socorros, ainda na viatura. Depois, foi levada ao PS Central. 

Já o rapaz fugiu, mas foi preso pouco tempo depois, pela Polícia Militar Rodoviária, em um circular. Até o julgamento, ele estava no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru. 

O JULGAMENTO

O promotor Alex Ravanini Gomes sustentou que o réu cometeu tentativa de homicídio duplamente qualificado, já que o motivo foi torpe e usou meio que impossibilitou a defesa da vítima. 

Advogada do réu, Miryan Miyuki Katayama tentou amenizar as acusações e trabalhou com duas teses: uma argumentou que Airton cometeu lesão corporal culposa, com uso de arma de fogo, e outra que houve tentativa de homicídio simples.

O júri acabou não acatando a qualificadora de meio que impossibilitou a defesa da vítima, uma vez que a mulher estava atrás de uma porta quando foi atingida. Com isso, o juiz da 1.ª Vara Criminal de Bauru, Benedito Antônio Okuno, sentenciou Airton a 7 anos de reclusão, em regime fechado. 

A advogada não pretende recorrer da decisão. Nessa sexta-feira (5) à tarde, a reportagem tentou contato com o promotor, porém, segundo o seu assistente, ele só poderia atender na próxima semana.