Venha comigo, meu caro leitor, nessa viagem maluca chamada "Árvores do Tempo", volte aos dias de infância e imagine um bosque repleto de árvores só que em forma de relógio, vamos chamá-la de floresta do tempo. Imaginou?
Nesse utópico lugar vemos relógios moles feitos gelatina escorregando pelos galhos, outros enferrujados, alguns com ponteiros malucos, todo tipo de maluquice, isso só pode ser imaginado feito por uma mente maluca, fora da realidade, ou fora da curva ou da casinha etc.
Depois dessas palavras desconexas, vamos prosseguir nesse assunto assustador que é o tempo. De alguns anos pra cá temos a sensação que o tempo está passando rápido demais, não é mesmo? Dizem que a tecnologia foi criada para que o ser humano tivesse mais tempo para os prazeres da vida, opa! Parece-me uma incoerência da vida moderna.
O tempo que se gasta com as novas ferramentas tecnológicas delimita o mais sublime e necessário recurso dos seres humanos, a convivência com outros semelhantes e, o que é pior, com quem amamos. E só começamos a perceber que o tempo de fato está passando mais rápido à medida que envelhecemos! Existem pesquisas sobre esse assunto que discutem a teoria, dizem os teóricos que a sensação difere da realidade, ou seja, somos nostálgicos.
Voltemos para nossa floresta de relógios, em nosso lugar imaginário encontramos relógios com ponteiros desalinhados, alguns até sem ponteiros, totalmente inúteis. É assim o tempo de vida de muitas pessoas, sem objetivos, sem comprometimento com nada e com ninguém, apenas a espera do último Tic Tac.
O tempo passa e o que fizemos ou deixamos de fazer jamais poderemos mudar. Desperdiçamos tempos preciosos em reclamações e comparações, costumamos comparar nossas vidas com as daqueles que possuem mais que nós. E se experimentássemos comparar com aqueles que possuem menos? Isso faria uma grande diferença!
E o tempo passa... Passamos pela vida e não vivemos, só sobrevivemos, é da natureza humana, apenas viver, e, de repente, olhamos para nossa floresta maluca e imaginária de relógios e percebemos que alguns Tic Tac silenciaram.
Então, nos perguntamos: e agora? Agora, hoje, ainda é tempo de reconstruir alguma coisa, de dar o abraço amigo, de dizer uma palavra carinhosa, de agradecer pelo que temos. Nunca se é velho demais ou jovem demais para amar, dizer uma palavra ou fazer um gesto gentil, um elogio.
Uma coisa é certa! O dono do relógio está a nos observar e, detalhe, não nos informa até que horas estaremos funcionando. Essa ignorância em relação ao nosso futuro será bênção ou maldição? Não olhemos para trás, seguir em frente é a solução, e com a certeza da incerteza do amanhã.