| Arquivo pessoal |
| Roberto Feitoza na companhia da esposa Suely Endino de Sá |
Uma colisão entre um circular e uma motocicleta matou um homem de 48 anos, no final da noite do último domingo (7), no Jardim Solange, região do Jardim Terra Branca, em Bauru. Operador de máquinas e morador do Jardim Ouro Verde, Roberto Feitoza conduzia uma Honda/Biz e chegou a ser socorrido, mas morreu.
Trata-se de mais um motociclista que perde a vida no trânsito bauruense. Segundo dados da Emdurb, são oito vítimas fatais nas ruas da cidade neste ano, sendo que seis delas são condutores de moto.
Segundo boletim de ocorrência (BO) registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) pela Polícia Militar, com base no relato do motorista do circular, Roberto trafegava pela rua Doutor Hércules Mastrelli quando, por motivos a serem investigados, teria cruzado a sinalização obrigatória e colidido contra o circular, que trafegava pela rua México. O acidente foi registrado às 21h30.
O condutor da moto foi socorrido com politraumatismos e levado ao PS Central. Na sequência, chegou a ser transferido para o Hospital de Base, porém, teve a morte atestada por volta das 0h20 dessa segunda-feira (8).
O caso foi registrado, inicialmente, como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor. Após a comunicação do hospital sobre a morte, a natureza da ocorrência foi alterada para homicídio culposo na direção de veículo.
SINALIZAÇÃO PRECÁRIA?
Leitores entraram em contato com o Jornal da Cidade para reclamar da precariedade de sinalização do cruzamento em que o acidente ocorreu. Em nota, a Emdurb afirma que o trecho é bem sinalizado, mas prometeu enviar uma equipe ao local para verificação.
O corpo do motociclista Roberto Feitoza foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Bauru. A Polícia Civil requisitou exame necroscópico.
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‘Adeus ao Maradona’
Roberto passou suas últimas horas na casa de amigos assistindo à final do Campeonato Paulista. “Ele era corintiano roxo, estava festejando e feliz com a vitória do time. Mas acabou indo embora antes de todos para abastecer a moto e poder trabalhar hoje (nessa segunda-8)”, relata Rodrigo Feitoza, irmão da vítima. E o amor pelo futebol ia além do Corinthians. Apelidado de Maradona pelos amigos, Roberto jogava em um time veterano do Ouro Verde. “Nos dias em que não havia jogos, ele ia da casa para o trabalho. Era um cara caseiro e tranquilo”, lembra Rodrigo.
Roberto deixa a esposa Suely Enedino de Sá e o filho Leonardo Feitoza, de 18 anos. O corpo será enterrado hoje, às 9h, no cemitério Jardim do Ipê.
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