10 de julho de 2026
Política

Recuperação da Nuno fica para 2018

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 4 min

Douglas Reis
Etelvino Zacarias, Eric Fabris e Ricardo Olivatto responderam a perguntas de Manfrinato e Losila

A recuperação do asfalto da avenida Nuno de Assis vai começar somente em 2018, de acordo com o presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Eric Fabris. A via está com o pavimento bastante danificado desde a implantação dos interceptores de esgoto, serviço realizado pela empresa Stemag entre 2014 e 2016.

A mesma empresa deveria ter providenciado o recape nos dois sentidos da avenida, no trecho entre o Fórum e o Terminal Rodoviário. Contudo, a Stemag declinou, abrindo mão do valor que seria repassado para esta finalidade, na ordem de R$ 764.666,47, isso em 2014. No ano passado, o DAE já estimava que apenas o recape vai custar R$ 1,3 milhão, em função do aumento do preço de insumos.

Agora, a informação revelada pela autarquia é que o serviço de recape não será mais efetuado pela Secretaria Municipal de Obras, conforme ficou combinado em novembro de 2016, após o sexto termo de aditamento (alteração) de contrato com a Stemag, no ano passado.

A autarquia vai realizar ou contratar empresa especializada para uma análise sobre como está o solo naquele trecho da via (sondagem de solo), pois há o entendimento de que apenas o recape será insuficiente, por conta de possíveis instabilidades que precisam ser sanadas, após a abertura das valas para implantação dos interceptores.

MOVO VALOR

Em reunião da Comissão de Obras da Câmara Municipal, o presidente do DAE revelou que o estudo deve demorar cerca de seis meses, com conclusão, portanto, no final deste ano. Posteriormente, a autarquia vai abrir licitação para contratar uma empresa que realizará o trabalho completo, tanto de recuperação do solo quanto da nova capa asfáltica. "A gente estima que isso deve ficar em R$ 1,7 milhão", disse Fabris ao JC. O valor, portanto, sobe quase R$ 1 milhão em comparação à previsão inicial, de três anos atrás, e que considerava apenas o recape.

Já o início das obras deve acontecer entre março e abril de 2018, com previsão de término no segundo semestre do próximo ano. A licitação será aberta até o final deste ano, em paralelo ao estudo do solo, e como a avenida fica às margens do Rio Bauru, os três primeiros meses do ano são ruins para mexer no solo, por conta das chuvas. "O ideal é que a gente faça o estudo até o final deste ano, licite, e aí as obras comecem por volta de abril do ano que vem", frisa.

FUNDO

Apesar da elevação de custos, Fabris defende a intervenção. "O problema ali não é só recapear, se fizer apenas isso, é jogar asfalto e dinheiro fora. O solo tem alguns afundamentos, com bastante ondulação, e é necessário um estudo mais aprofundado para que a solução seja adequada, e mesmo que demore um pouco mais, será algo definitivo, para resolver por 30 anos", esclarece o dirigente do DAE.

Como não haverá mais a transposição de recursos para a Secretaria de Obras, não há necessidade de lei autorizando o dinheiro do Fundo de Tratamento de Esgoto (FTE). "Como será usado pelo próprio DAE, não há essa necessidade. O que envolver essa recuperação e o recape pode utilizar recursos do FTE, porque se trata de obras relativas ainda aos interceptores de esgoto", declara.

O secretário municipal de Obras, Ricardo Olivatto, aponta que se a pasta assumisse o recape da Nuno de Assis, desassistiria outras regiões da cidade. "Não temos muitas frentes de trabalho. São 27 mil metros quadrados de asfalto ali, isso leva um tempo, praticamente teríamos que parar os serviços em outros pontos de Bauru neste período", explica.

Luz e defensas

Com relação à iluminação da avenida, o secretário Ricardo Olivatto diz que já foi aberta licitação para a compra de cabos, e assim que o trâmite for concluído os fios serão reparados. Já a implantação de defensas metálicas, cobrada por vereadores na última sessão da Câmara, depende de avaliação. "Isso passa por estudos de engenharia de tráfego e de índices de acidentes para a colocação", menciona.

Em 2012, o JC mostrou que o Sindicato dos Corretores de Seguros (Sincor) de Bauru protocolou na prefeitura o pedido de instalação de defensas nos 3,6 quilômetros da avenida Nuno de Assis, entre a região do Fórum e a Marechal Rondon. "Na época, houve alguns avanços, com a instalação nos cruzamentos com a (rua) Araújo Leite e (avenida) Nações Unidas, e próximo a algumas ruas do Parque Vista Alegre. Mas precisaria ser na via toda, por uma questão de segurança", destacou ontem o diretor regional do Sincor, Fernando Alvarez.

Outro trecho da via

Já o trecho da avenida Nuno de Assis entre a Rodoviária (cruzamento com a avenida Nações Unidas) e o trevo do Santa Luzia (Rodovia Marechal Rondon) não será contemplado nas obras com dinheiro do Fundo de Tratamento de Esgoto. Contudo, a Secretaria Municipal de Obras deseja recuperar o trecho, simultaneamente ao trabalho do DAE no outro setor da via, entre o segundo semestre deste ano e o começo de 2018, disse o titular da pasta.