10 de julho de 2026
Nacional

Começa depoimento de Lula na Justiça Federal em Curitiba

Por Estadão Conteúdo | Agência Brasil
| Tempo de leitura: 3 min

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva começou a fazer o seu depoimento na tarde desta quarta-feira (10), ao juiz Sergio Moro, no prédio da Justiça Federal, em Curitiba.

Lula chegou de carro e desceu cerca de 50 metros antes do bloqueio colocado pela Polícia Militar, sendo recebido por manifestantes favoráveis ao petista, que entoavam gritos em sua defesa.

Lula andou entre os manifestantes segurando uma bandeira do Brasil. Após passar pelo bloqueio, Lula acenou para os apoiadores e entrou em um carro para ser conduzido até o local do interrogatório. 

Acompanhavam Lula os senadores Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Lindbergh Farias (PT-RJ). O presidente do Instituto do Lula, Paulo Okamotto, o aguardava no local.

Ministro do STJ nega dois pedidos da defesa de Lula; depoimento foi mantido

O ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou nesta quarta-feira (10), dois pedidos de liminar em habeas corpus apresentados pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um dos pedidos negados foi para gravar em áudio e vídeo a audiência marcada para esta tarde, quando Lula vai prestar depoimento ao juiz federal Sérgio Moro em Curitiba, no âmbito das investigações da Operação Lava Jato.

Foi negado também o pedido da defesa para suspender a tramitação de ação penal em que a defesa de Lula pedia acesso, por pelo menos 90 dias, a documentos para análise. O pedido de prazo seria para a apreciação das provas ligadas à Petrobras, anexadas recentemente aos autos.

Quanto ao terceiro habeas corpus que pede a interrupção do andamento da ação penal, ainda não houve decisão, de acordo com o STJ.

A defesa de Lula recorreu ontem (9) ao STJ apresentando os três pedidos após o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) ter negado um habeas corpus pedido pela defesa do ex-presidente para que a audiência fosse adiada.

Na noite desta terça-feira (9), o ministro do STJ Raul Araújo negou pedido de liminar da Defensoria Pública do Paraná que pedia a liberação dos espaços públicos de Curitiba para a realização de manifestações.

O pedido da Defensoria foi feito após decisão da juíza da 5ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba que autorizou, entre as 23h do dia 8 e as 23h de hoje, o bloqueio de áreas específicas da capital paranaense para pedestres e veículos, nas imediações da Justiça Federal. A magistrada também proibiu a montagem de estruturas e acampamentos nas ruas e praças da cidade.

No processo em que Lula será ouvido hoje, o ex-presidente é acusado de receber propina da empreiteira OAS por meio das reformas de um apartamento triplex no Guarujá, litoral de São Paulo, e de um sítio em Atibaia, no interior do estado. A defesa do ex-presidente nega que ele seja dono dos imóveis.

Fischer nega terceiro pedido apresentado pela defesa de Lula

O ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou na tarde desta quarta-feira, 10, um terceiro pedido apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pouco antes do depoimento do petista ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pela condução da Lava Jato na primeira instância.

Fischer negou um pedido da defesa do petista para que Moro fosse considerado suspeito para atuar na ação penal contra o petista relacionada a um tríplex no Guarujá. A defesa de Lula também pedia que o processo fosse suspenso até a análise definitiva.

Na ação penal, Lula é acusado de ter recebido "vantagens indevidas" da OAS por meio de um tríplex no Guarujá e do armazenamento de bens do acervo presidencial. O ex-presidente nega as acusações.

Mais cedo, Felix Fischer havia negado dois outros pedidos de medida liminar nos habeas corpus impetrados pelo petista.

O ministro negou o pedido de Lula para suspender a ação penal até que a defesa tivesse acesso a documentos da Petrobras incluídos nos autos do processo, no qual Lula é réu por corrupção e lavagem de dinheiro. A defesa havia solicitado 90 dias para analisar o material depois de recebê-lo.

Fischer também rejeitou o pedido para a defesa gravar o depoimento por conta própria, de maneira independente. Até a publicação deste texto, a íntegra das decisões de Fischer não havia sido divulgada à imprensa.